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Hillary Clinton defende os direitos humanos em Moscou

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu na quarta-feira a Moscou que trabalhe mais em termos de respeito aos direitos humanos e lamentou que ainda haja reflexos de Guerra Fria nas relações entre os dois países. 

“Todas estas questões, prisões, detenções, golpes, assassinatos, são dolorosos de se ver do exterior”, declarou Hillary Clinton, no segundo dia de sua visita à Rússia, à rádio Echo de Moscou. “Queremos que o governo se levante e diga que assim não é possível”, destacou a chefe da diplomacia americana, evocando a morte da jornalista Anna Politkovskaia e o novo processo contra o ex-magnata do petróleo Mikhail Khodorkovski.

Diante de 2.000 estudantes na Universidade do Estado de Moscou, Hillary Clinton também tomou partido dos defensores dos direitos humanos e da oposição, frequentemente criticados na Rússia. “Em uma sociedade inovadora, as pessoas devem saber que podem desafiar com toda segurança o poder”, lançou.

Ao falar da retomada das relações russo-americanas, iniciada desde a chegada de Barack Obama à Casa Branca, Hillary deu a entender que alguns dirigentes dos dois países ainda entravam o processo com uma mentalidade característica da Guerra Fria. “Há pessoas em nosso governo e no governo de vocês que ainda vivem no passado”, disse. “Elas não acreditam que os Estados Unidos e a Rússia podem cooperar de forma tão ampla. Elas não têm consciência e cabe a nós provar a elas que estão erradas.

Este é nosso objectivo”. A chefe da diplomacia americana enfatizou mais uma vez a grande necessidade de cooperação entre Washington e Moscou, cujas relações atingiram um nível próximo ao da guerra frio durante a administração de George W. Bush. Apesar dos desacordos entre os dois países, principalmente no que diz respeito à Geórgia, “precisamos dar continuidade à cooperação”, afirmou.

“Sejamos mais inteligentes do que no passado”, declarou, pedindo “o abandono dos estereótipos, clichês e caricaturas”. “Podemos trabalhar juntos em diversos assuntos”, disse. Os Estados Unidos querem associar Moscou aos esforços para uma resolução da crise nuclear iraniana. Após se encontrar terça-feira com seu colega russo, Sergueï Lavrov, e o presidente Dmitri Medvedev, Hillary Clinton lamentou de não ter encontrado Vladimir Putin, que está em visita oficial à China.

“Eu gostaria de tê-lo encontrado. Nós tínhamos, com certeza, esta intenção, mas nossas agendas não permitiram”, declarou. Depois de chegar à tarde em Kazan (850km a sudeste de Moscou), Hillary Clinton visitou uma mesquita e uma igreja ortodoxa nesta cidade do Tatarstan, apresentada como vitrine da convivência harmônica entre as religiões na Rússia.

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