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Membros da Assembleia Provincial “boiaram”

Membros da Assembleia Provincial da Zambézia (APZ), concretamente os da Comissão de Plano e Finanças, queixam-se pelo desprezo que tiveram quando escalaram o distrito de Mopeia e Morrumbala.

Mas aqui, segundo o relatório daquela comissão apresentado, esta terça-feira, em Quelimane, à margem da 2ª Sessão Extraordinária daquele órgão legislativo, as queixas centram-se para o distrito de Mopeia, onde depois de uma apresentação da agenda de trabalho junto do governo local, os membros sentiram-se isolados.

O relatório da visita em nosso poder indica que numa sessão com o Conselho Consultivo local, que tinha em vista saber do grau de execução do Plano Económico e Social (PES) 2010 e execução do Fundo de Desenvolvimento Local, vulgos Sete Milhões, os membros do governo de Mopeia pautaram por uma ausência total.

Não se sabendo as motivações desta ausência total, a Comissão de Plano e Finanças na APZ, diz que o distrito de Mopeia não estava preparado para acolher a comissão dai que foram constatadas questões tais como o atraso no desembolso de fundos para o exercício económico 2010, fraco desembolso dos fundos do FIL pelos mutuários, baixos resultados nos projectos agrícolas, fraca monitoria dos projectos financiados.

No FIL 

Aqui segundo o mesmo documento que temos vindo a fazer menção, para o exercício económico de 2010, o distrito de Mopeia recebeu 8.128,00Mt, com o qual previa financiar 147 projectos nas áreas da agricultura, comércio, indústria e moageiras.

Só que no terreno segundo constatações, foram financiados apenas 47 projectos, ficando os restantes 100 sem o respectivo financiamento, mas que também não houve justificação dos motivos.

Com o financiamento deste apenas 47 projectos, foram gastos cerca de 3.020,00Mt, correspondendo a um nível de execução de 37.15%.

Este nível de execução não satisfaz aos membros da Assembleia Provincial da Zambézia, visto que a prioridade do governo é de gerar emprego e produzir comida.

E não só naquele distrito, os membros da APZ, viram também que não há monitoria aos projectos financiados, dai que cada um faz o que quer com os vulgos Sete Milhões que recebe, isto por um lado.

Mas por outro lado, a Comissão constatou também que os projectos que o governo de Mopeia financia não são sustentáveis, dai que foram deixadas recomendações ao governo local, no sentido de corrigir estas anomalias.

Refira-se que esta sessão terá o ponto mais alto na próxima quintafeira, quando o governo vier para responder os membros da APZ.

Este órgão tem 90 membros, sendo 58 da Frelimo, 31 da Renamo e 1 do PDD.

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