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Membro da banda Pussy Riot começa greve de fome contra decisão de tribunal russo

Uma integrante da banda Pussy Riot, presa durante um protesto em uma catedral contra o presidente russo, Vladimir Putin, disse na quarta-feira que começaria uma greve de fome depois de ter sido impedida de participar de uma audiência. Maria Alyokhina também ordenou aos seus advogados para deixarem o processo.

Ela e a colega Nadezhda Tolokonnikova estão a cumprir penas de 2 anos de prisão por invadir a catedral ortodoxa russa de Moscovo, em fevereiro de 2012, cantando uma “oração punk” em que pedia à Virgem Maria para “atirar para fora Putin”.

Alyokhina, que falou por videoconferência da prisão, disse ao tribunal considerar que teve violados os seus direitos por não poder participar pessoalmente da audiência sobre pedido de liberdade condicional. “Em protesto contra a recusa do tribunal de me permitir participar pessoalmente da audiência, eu estou a iniciar uma greve de fome”, disse Alyokhina. “Nas atuais circunstâncias eu proíbo todos os meus advogados e representantes a participar desta audiência”.

O juiz do tribunal em Berezniki, cidade a mais de 1.000 km a nordeste de Moscovo, onde Alyokhina está a cumprir a pena de prisão, suspendeu a audiência até quinta-feira. Alyokhina, de 24 anos, e duas outras integrantes do grupo foram acusadas ??de vandalismo motivado por ódio religioso em agosto do ano passado, após um julgamento visto pelos opositores de Putin como parte de uma repressão à dissidência.

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