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Médicos rareiam e saltam para as ONGs

Já não está fácil segurar médicos de profissão no aparelho do estado. Cada um deles procura melhorar a sua vida e combater a pobreza absoluta, ganhando um pouco mais e encontrando também um ambiente favorável de trabalho.

Este cenário regista-se um pouco por todo pais e a província da Zambézia, centro do país, não foge a regra. Médicos de diversas especialidades vêm dando salto para as Organizações Não Governamentais (ONGs), que estão nesta parcela do país. Como maior parte destas ONGs tem as suas atenções ligadas aos cuidados de saúde, ai é que se abre a porta de saida para aqueles profissionais de saúde nesta parcela do país.

Como consequência desta saída massiva de cérebros nos hospitais da Zambézia em particular, gente padecendo de diversas enfermidades perdem a vida a espera de uma simples consulta ou encontro com médico. Por exemplo em Quelimane, uma consulta pode durar mais de 4 meses antes que o paciente se encontre com o médico.

Ou por outra, se alguem marcou consulta no mes de Fevereiro só poderá se encontrar com o medico da área em Maio ou mesmo Junho. E pior disso tudo é que a cidade de Quelimane, não tem clínicas privadas. Os que tem o bolso um pouco gordo, acabam viajando para as cidades vizinhas de Nampula ou Beira e por vezes, aqueles que tem oportunidade de ir a capital do país, Maputo, mesmo em trabalho, roubam um pouco o seu tempo para se encontrarem com um médico.

Ao que o nosso jornal soube, muitos médicos que estavam afectos aos principais hospitais de referência na província, andam colados com receptores nos ouvidos ou mesmo chegam a comprar jornais de forma a encontrarem um anúncio de vaga nas ONGs. A situação é gritante e urge por mão e dizer basta.

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