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Medicina tradicional: Estratégias de promoção da saúde

O Director Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, Luís Sambo, pede aos países do mundo para criarem estratégias de promoção da saúde que contemplem a educação dos utentes sobre o uso seguro dos medicamentos tradicionais e encorajem o uso de boas práticas nesta medicina. 

O apelo surge por ocasião da celebração na segunda-feira, em todo o continente, do Dia Africano de Medicina Tradicional que se assinala sob o lema “Medicina Tradicional e Segurança dos Doentes”, em reconhecimento da importância da segurança dos doentes e da preocupação em garantir a qualidade dos cuidados em geral.

O conceito de segurança dos doentes refere-se aos processos ou estruturas que, quando aplicados, reduzem a probabilidade de eventos adversos que possam resultar da interacção com o sistema de cuidados de saúde. Desta feita, as estratégias devem incorporar medidas práticas como a melhoria das condições de higiene na recolha e preparação dos medicamentos tradicionais, uso luvas de protecção, e descartar os instrumentos médicos usados, para evitar ou minimizar as infecções associadas às práticas da medicina tradicional.

Os praticantes da medicina tradicional, assim como os seus utentes, deverão, segundo um discurso de Sambo difundido por ocasião desta data, estar conscientes dos potenciais riscos que o uso dos medicamentos e práticas tradicionais constituem para a saúde. As populações de toda a África, Ásia e América Latina recorrem à medicina tradicional para satisfazer as suas necessidades em cuidados de saúde. No entanto, a OMS aponta que o uso generalizado e crescente da medicina tradicional tem criado problemas de saúde pública, porque, muitas pessoas acreditam que o facto de os medicamentos tradicionais serem naturais, eles são também seguros e não constituem qualquer risco para a saúde.

Contudo, a fonte alerta que todo o medicamento – natural ou não – pode ter efeitos secundários. Assim, a OMS alerta contra o facto de o diagnóstico e o tratamento incorrectos com produtos não comprovados, que se diz remediarem várias doenças ou curarem doenças incuráveis, poderem ter efeitos nocivos sobre a saúde dos utentes.

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