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Autárquicas 2013: MDM prova que houve fraude nos municípios da província de Sofala

O Movimento Democrático de Moçambique apresentou esta segunda-feira o que considera serem as provas de uma suposta fraude cometida pelo partido Frelimo e pelos órgãos eleitorais nas eleições do dia 20 de Novembro passado nos municípios da província de Sofala, nomeadamente Beira, Dondo, Marromeu, Gorongosa e Nhamatanda.

Trata-se de boletins de voto que tinham sido enviados aos distritos municipais daquela cidade e posteriormente entregues a funcionários públicos, sobretudo professores, para que estes votassem no partido Frelimo e nos seus candidatos nas autarquias da Beira e Marromeu.

Segundo Luís Inácio, delegado provincial do MDM, este material foi fornecido por funcionários públicos que não quiseram submeter-se ao esquema ora desenhado pelo partido dos “camaradas”. Na mesma ocasião, Luís Inácio apresentou mais de 30 cartões de membros do partido Frelimo, também entregues por funcionários públicos residentes fora dos cinco municípios da província de Sofala mas que tinham recebido instruções para irem votar.

Entretanto, o delegado recusou-se a abrir os cartões para evitar que os seus titulares sejam identificados e, consequentemente, sofram represálias a nível dos seus locais de trabalho. Igualmente, foram expostas cápsulas de balas disparadas “para intimidar os membros do MDM nas assembleias de voto, sobretudo os delegados de candidatura, que estiveram a fiscalizar o processo. Os agentes da Força de Intervenção Rápida e da Polícia da República de Moçambique é que garantiram a vitória da Frelimo nos restantes quatro municípios da província de Sofala”.

Questionado sobre se os delegados de candidatura não teriam apresentado as reclamações aos membros da mesa de voto como preconiza a lei, Luís Inácio referiu que tal não foi possível pois “quando exigiam transparência no processo eles (os delegados) eram considerados agitadores e os MMV´s chamavam a polícia para lhes prenderem. Mesmo os delegados suplentes foram expulsos das mesas de voto alegadamente porque estavam a criar um mau ambiente”.

Confrontado com estas acusações, o primeiro-secretário do Comité Provincial da Frelimo em Sofala, Henriques Bogence, recusou-se a pronunciar-se e não indicações de o fazer nos próximos dias.

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