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Maus tratos no Centro de Refugiados de Maratane

Alguns refugiados do Centro de Refugiados de Maratane, na província de Nampula, acusam o comandante do posto policial ali instalado, de abuso de poder, no rol das alegadas arbitrariedades cometidas por aquele oficial da policia, de nome Muriricha Chicope, constam as detenções das pessoas por se recusarem conceder produtos a credito, interdição de uso de roupa com características militares entre outras supostas anomalias que segundo aqueles asilados, já foram notificadas ao comando da provincial da corporação e a administração do centro.

Bishop She-Ndaby, um dos refugiados que falou a nossa Reportagem, disse que as incongruências do comandante, já atingiram um nível de intolerância sem limite, situação que poderá, um dia, desaguar em manifestação com consequências improváveis. A humilhação a que ele nos submete já ninguém aguenta, e serve-se de um grupo de jovens para atingir os seus intentos” – referiu She-Ndaby.

Disse que recentemente um refugiado de nome Alijo, foi detido por pratica de jogo de dados, uma actividade que eles não consideram criminosa, por não alegadamente não visar fins ilícitos, se não de relaxamento quando regressam das suas machambas. Um outro, cuja identidade não referiu, recolheu aos calabouços por trajar roupa com características militares, adquirida em fardos de roupa usada.

Consta de que o assunto já foi apresentado a Direcção da Ordem e Segurança Publica do comando provincial da Policia da República de Moçambique, para os devidos efeitos, mas que até ao momento, nenhuma acção foi tomada para inverter este cenário – disse a fonte. Oliveira Maneque, porta-voz da Corporação, disse duvidar muito que tais alegações constituam a verdade.

O administrador interino do centro de Maratane, António Mussupai, quando abordado pela nossa Reportagem sobre este assunto, disse que nunca lhe foi dado a conhecer a ocorrência de casos de alegado abuso de poder protagonizado pelo comandante do posto policial de Maratane, como, segundo ele, fazem transparecer os refugiados. Nunca fui informado sobre este assunto, mas já tomei conhecimento e prometo fazer as devidas diligências para apurar a veracidade das denuncias – disse ele.

Para Mussupai, o grande problema de alguns requerentes de asilo acomodados em Maratane, relaciona-se com a tentativa de desobediência a ordem legalmente estabelecida. Não vou comentar sobre as questões de vale, porque não sei em que circunstancias estes têm sido estabelecidos, mas quanto a roupa com características militares, o regulamento proíbe porque ali não pode circular algo que desperte o pensamento de guerra, quanto ao jogo de dados, é uma actividade ilícita por isso tem de se tomar medidas – explicou Mussupai.

Recentemente, aquando da sua visita ao centro de Maratane, o governador da província, Felismino Tocoli, recomendou aos mais de 4 mil refugiados ali acomodados para a necessidade de respeitarem as autoridades legais bem como as leis vigentes.

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