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Matrícula da 1a classe em Moçambique termina mas milhares de crianças continuam por inscrever

A inscrição da 1a classe do ensino público moçambicano, para o ano lectivo 2017, termina esta sexta-feira (30), mas milhares de crianças ainda não foram inscritas. De 1.383.029 novos ingressos previstos para este nível, apenas cerca de 43% foram matriculados desde o início do processo, a 03 de Outubro passado.

Ivan Collison, porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), considerou que todos os anos é assim. Os pais e encarregados de educação sempre deixam a matrícula dos filhos para os últimos dias do prazo concedido pelo Governo, pese embora os apelos feitos ao longo do processo.

Em três meses, não foi possível matricular sequer 50% dos miúdos. Perante o problema, aquela instituição do Estado pondera estender o período de matrícula, mas mesmo assim duvida que a meta seja cumprida.

Aliás, em 2015, o Executivo prorrogou até 20 de Janeiro o prazo de realização de matrículas em todas as classes iniciais de cada ciclo do Ensino Geral, também devido à fraca afluência no período que tinha sido previamente estipulado, sobretudo na 1a classe.

Contudo, desta vez o MINEDH deverá trabalhar muito para acomodar o alargamento do prazo de inscrição.

É que, contrariamente ao habitual mês de Fevereiro, a abertura solene do ano lectivo 2017 terá lugar a 20 de Janeiro próximo, na província de Sofala. O arranque das aulas será a 23 do mesmo mês, disse Ivan Collison.

As aulas irão começar cedo devido à realização do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, bem como da 13ª edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, em Agosto.

Importa recordar que são inscritos na 1a classe todas as crianças que completarem 6 anos de idade até Dezembro do ano a que se refere a matrícula, ou seja, 2017.

Para inscrever os seus filhos em idade escolar, os pais e encarregados de educação devem apresentar-se às escolas primárias com um destes documentos: cédula pessoal e boletim ou certidão de nascimento.

Mas os pais que não reúnem nenhum destes documentos podem também matricular os seus educados, bastando para tal conhecerem a idade da criança a inscrever.

Relativamente aos livros de distribuição gratuita da 1a e 2a classes, que só chegarão ao estabelecimentos de ensino em finais de Fevereiro próximo, ou seja, semanas após o início das aulas, o MINEDH não avançou nenhum dado novo.

Ivan Collison, que falava em conferência de imprensa nesta quinta-feira (29), em Maputo, considerou que este é um assunto “delicado e sensível” a ser tratado oportunamente para não criar desconforto nos pais e encarregados de educação. Por isso, o ministério irá se pronunciar com profundidade provavelmente na primeira semana de Janeiro.

Há dias, Manuel Rego, secretário permanente daquela instituição do Estado, disse que o atraso na disponibilização dos cerca de seis milhões de livros de Português e Matemática encomendados para as duas classes iniciais do ensino primário deve-se a questões de produção.

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