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Marcas de produtos básicos registam contrafacção no mercado da Beira

Marcas de alguns produtos básicos, sobretudo da primeira necessidade, estão a ser alvo de contrafacção no mercado da Cidade da Beira, onde O Autarca tem registo de denúncia de pelo menos um caso de suspeita.

 

 

Esta prática ilícita que exige aplicação imediata de medidas correccionais por parte das autoridades com essa competência, geralmente tem sido promovida por agentes económicos desonestos e oportunistas, com destaque para armazenista e distribuidores, podendo estes agir com ou sem a conivência ou cumplicidade dos revendedores.

Situações do género tem sido frequentes o seu registo a essa altura do ano, influenciadas pela grande procura de produtos principalmente alimentares da primeira necessidade, na sequência da quadra festiva de Natal e de Fim-de-Ano que se assinala dentro de duas semanas.

Uma fonte do Comércio abordada pelo nosso jornal no último fimde- semana não duvidou da existência desses casos sobretudo a essa altura do ano, afirmando consciência em relação a esse tipo de violação bastante prejudicial aos compradores versus consumidores.

Essa situação lesa os clientes do ponto de vista financeiro por serem sujeitos a comprar a preço alto um produto que normalmente não corresponde aquele valor, além de obriga-los a consumir um produto cuja qualidade está a baixo dos padrões habituais, podendo até provocar complicações de saúde.

A fonte lamentou que situações do género estejam a ocorrer em máximo prejuízo dos cidadãos, tendo apelado uma maior vigilância e colaboração com as autoridades na denúncia desse tipo de casos.

Aos comerciantes que promovem esse tipo de acção criminal, a fonte chamou atenção das implicações que incorrem, apelando também para que cessem imediatamente essa prática ou evitem se envolver.

Denúncia da cidadã Vera Soares Uma cidadã identificada por Vera Soares, residente no Bairro da Manga, arredores da Cidade da Beira, denunciou ao nosso jornal que o seu marido adquiriu a dias uma quantidade de dez quilogramas de arroz embalado num recipiente que ostenta a marca Dona Ana.

Trata-se de um produto ou marca de arroz considerado de qualidade especial, diferente das restantes maioria que predominam no mercado, consequentemente o seu preço de venda é superior chegando a atingir o dobro do das outras marcas.

A embalagem ostenta vários dizeres aliciantes, tais como “Arroz Extra Longo Branqueado – Long Grain White Rice”, “A Qualidade que o Paladar Reclama – The Quality that suits yor taste”, e ainda exibe um gráfico de qualidade, além de dois selos que reputam ainda a marca, nomeadamente um indicando “Produto Natural” e o outro “Qualidade Garantida”.

O prazo de validade que consta da embalagem que nos foi exibida pela denunciante é 08 de Dezembro de 2011. Entretanto, não menciona a sua origem nem o seu produtor, apenas indica que é distribuído pela Agrodinâmica, S.A. e apresenta o E-mail: dinamica.sa@mail.telepac.pt.

A cidadã denunciante afirmou ao nosso jornal que o arroz em causa a sua qualidade depois de confeccionado difere bastante daquela que lhe é habitual ou familiar.

Ou seja, explicou que o arroz actual durante a sua confecção fica papa e queima antes de cozer, e o seu sabor é bem diferente do habitual.

“Se confunde com outras marcas vulgares” – comparou, para quem tem lhe sido muito complicado cozer esse arroz. Contou que a anos que a sua família vêem consumindo arroz da marca Dona Ana e esta é a primeira vez que nota deficiência ou apresenta queixa.

Antes vinha consumindo arroz da marca Ashoka, também considerado de qualidade elevada, tendo posteriormente optado pelo consumo de “Dona Ana”.

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