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Mapai: Guebuza insatisfeito com as obras do futuro hospital

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, não escondeu a insatisfação com a qualidade das obras de construção do Hospital Regional de Referência de Mapai, posto administrativo de Chicualacuala, província meridional de Gaza.

O Chefe de Estado transpareceu o sentimento durante a visita que efectuou as futuras instalações do hospital, no quadro da Presidência Aberta e Inclusiva em que escalou um total de quatro pontos desta província, nomeadamente Chibuto, Chigubo, Chicualacuala e Guijá. Na visita as futuras instalações do hospital, Guebuza questionou, por exemplo, o facto de a obra estar a beira da estrada e da ferrovia entre Macarretane a Chicualacuala, enquanto existe no local uma imensidão de espaço que permitiria afastar a unidade sanitária 50 ou 100 metros da estrada.

No caso de a arquitectura e engenharia da futura unidade sanitária não terem concebido a sua estrutura para suportar as fortes vibrações provocadas pelos comboios de passageiros e de mercadorias que por lá passam e o do tráfego rodoviário, ainda baixo mas que certamente aumentará, pode influenciar no tempo de vida da obra. Além da proximidade da estrada e da linha-férrea, o futuro hospital, cujas obras iniciaram em Abril de 2009, mas actualmente interrompidas desde Maio último, o Presidente questionou a construção das casas do pessoal médico mesmo ‘pertinho’ do hospital.

Esta proximidade, segundo Armando Guebuza, fará com que o pessoal médico não tenha privacidade e intimidade com as respectivas famílias, que serão constantemente interrompidas pela actividade no hospital, enquanto que há espaço de sobra que lhes permitiria estar a sós.

“Nós não estamos contentes com aquilo que está lá, mas temos de ir ver com as autoridades que estão a trabalhar no projecto no sentido de ver o que se pode fazer para corrigir caso seja possível”, explicou o Presidente. Jorge Nhantumbo, Chefe dos Serviços Provinciais de Inspecção e Equipamento, falando a AIM, disse que o hospital quando concluído vai oferecer todos os serviços de saúde, mas as obras estão paralisadas desde Maio por imposição do financiador que exige a contratação de uma entidade fiscal independente.

Nhantumbo reconheceu que as populações contestavam energicamente, desde o início, a localização da obra perto da rodovia e ferrovia, mas nunca ouvidas, e até a interrupção algumas paredes já estavam na altura das janelas e outras da viga geral.

Contudo, a fonte garantiu que foi já lançado o concurso para a selecção de um fiscal, esperando-se que dentro de um prazo de 30 dias os trabalhos de construção possam reatar. A paralisação da obra influenciou, em parte, naquilo que era o prazo de conclusão, devendo o mesmo ser redefino a partir da altura em que o novo fiscal entrar em actividade.

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