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Manifestações poderão acontecer antes do Natal

As celebrações do Natal e do Fim Ano poderão coIncidir com as manifestações que o partido Renamo pretende promover para obrigar o governo a invalidar os resultados eleitorais do passado dia 28 de Outubro. Reunida recentemente em Nampula, a direcção daquele formação política tomou a decisão de realizar, antes do fim do ano e à escala nacional, manifestações pacificas, à luz da Constituição da República e sem qualquer perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

Afonso Dhlakama, líder da Renamo, reiteira esta determinação e justifica que a demora resulta do facto de, ainda, estarem a decorrer, em todos os 128 distritos do país, acções educativas aos membros e dirigentes daquela formação política sobre os moldes em que serão realizadas as referidas manifestações para evitar eventuais infracções à lei. A Constituição que consagra a manifestação foi feita sob pressão da luta democrática da Renamo.

E é por isso que o Dhlakama e a Renamo querem usar esse dispositivo. Frisou Dhlakama. Falando este sábado a partir da sua residência, Dhlakama disse que a manifestação só será anulada se Guebuza aceitar negociar connosco para conseguirmos uma solução viável para o bem do povo moçambicano. O líder do maior partido da oposição moçambicana afirmou que ele próprio irá liderar o processo a partir da capital provincial de Nampula.

Apesar de alegadas ameaças, Dhlakama disse que o seu partido reafirma que nunca irá voltar às antigas bases de Marringue, Muaualo, Gorongoza, Namahia e Namilaze. E considera que se enveradasse por tal via o seu partido estaria a destruir as bases da democracia que alcançadas com muito sacrificio. Aproveitou a ocasião para dessipar equívocos em relação ao seu estado de saúde, afirmando nunca ter padecido de doença que lhe levasse a uma consulta médica, conforme estava a ser especulado por alguns órgãos de informação.

Entretanto, confirmou ter sofrido de dores num dos joelhos, algo que segundo, referiu, não durou muito tempo. O presidente da Renamo diz que as pressões que sofria por parte de alguns dirigentes do seu partido, relacionadas com a sua alegada decisão de desistir de promover manifestações de repúdio aos resultados eleitorais, não lhe davam tempo de aparecer à imprensa, o que fez com que permanecesse “fechado” na sua residência durante cerca de duas semanas.

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