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Mandela assiste ao funeral da sua bisneta

Mandela assiste ao funeral da sua bisneta

O ex-presidente sul-africano e Prémio Nobel da Paz, Nelson Mandela, de 91 anos, assistiu esta quinta-feira, em Johannesburgo, ao funeral da sua bisneta de 13 anos morta num acidente de carro na sexta-feira passada, dia da abertura do Mundial. Mandela, que fará 92 anos em 18 de julho, sentou-se – com a ajuda de colaboradores – na primeira fila da capela do colégio St. Stithian, onde a adolescente estudava. A sua esposa, Graça, ficou ao lado dele.

Zenani Mandela morreu na madrugada do dia 11 quando voltava do megashow organizado em Soweto para dar início ao Mundiald e futebol 2010. O carro em que viajava capotou e o motorista, Sizwe Mankazana, de 23 anos, foi acusado de guiar bêbado. A morte da adolescente provocou a ausência de Nelson Mandela na cerimónia de abertura do Mundial no estádio de Soccer City en Johannesburgo. Mas, em meio ao alegria geral pelo Mundial, os torcedores manifestaram sua compaixão pelo “tata” Mandela, considerado o pai da nação.

A menina será enterrada em uma cerimónia exclusiva para parentes e amigos no cemitério de Fourways, no norte de Johannesburgo, informou o porta-voz da fundação Mandela, Sello Hatang. Membros do governo e do Congresso Nacional Africano (ANC), o movimento de luta antiapartheid no poder desde o advento da democracia em 1994, se uniram depois à família na capela de St Stithian. A adolescente, que tocava piano e saxofone, integrava em seu colégio um grupo de percusionistas.

Também gostava de escrever, ler e cozinhar, e queria ser cirurgiã plástica, segundo Fundação Mandela. Na Copa das Confederações, um ensaio geral para o Mundial organizado em junho de 2009, a jovem levouo troféu até o pódio, antes de ser entregue aos vencedores brasileiros. A Sua morte soma-se a uma série de tragédias na vida de Mandela, que permaneceu separado de seus parentes e amigos por quase três décadas durante sua estada numa prisão do apartheid.

O primeiro grande golpe familiar que ele viveu aconteceu nos anos em que era casado com Evelyn Ntoko Mase, quando sua filha Makaziwe perdeu a vida com nove meses, em 1947. Posteriormente, o filho mais velho do casal, Madiba Thembekile, morreu num acidente de aviação em 1969, quando Mandela estava na prisão de Robben Island.

O Prémio Nobel da paz 1993 também não pôde se despedir de sua mãe, falecida um ano antes de morte de seu filho. Outro filho de Mandela com Mase, Makgatho Lewanika Mandela, morreu vítima de uma doença vinculada com sua infecção pelo vírus do HIV/SIDA em 2005. Seu casamento com Mase acabou em divórcio em 1958, mas em junho do mesmo ano ele se casou com Winnie Madikizela-Mandela, uma união que também chegou a seu fim tristemente.

Depois dos 27 anos de Mandela na prisão, o casal se separou passados apenas dois anos de sua libertação, em 1990, apesar do divórcio se tornar oficial em 1996, em pleno mandato presidencial.

A bela militante envolveu-se num escândalo ao se cercar dos seguranças do Mandela United Football Club, que mataram Stompie Sepei, um adolescente suspeito de ser um agente do regime dos brancos. Mandela só se separou dela quando ela foi condenada pelo sequestro de Sepei, em 1992.

Em 1998, Mandela voltou a casar-se, dessa vez com Graça Machel, que também está ligada a uma trágica morte, a do seu marido anterior, o presidente moçambicano Samora Machel, assassinado num misterioso acidente aéreo no norte da África do Sul em 1986.

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