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Mamparra da semana: Partido Frelimo

Mamparra of the week: Saqueadores do Estado moçambicano

Meninas e Meninos, Senhoras e Senhores, Avôs e Avós

O mamparra desta semana é o partido Frelimo, que, sem espanto, para gáudio dos “malandros” no seu seio, acaba de chancelar a candidatura de Carlos Portimão, para disputar a edilidade de Moatize nas eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo.

Portimão teve a honra de subir a este pódio reservado aos mamparras muito longe de pensarmos que arrastava consigo o partido Frelimo que um dia foi, de acordo com o primeiro hino nacional, “guia do povo moçambicano”!!!

No dia em que Portimão foi detido em flagrante delito tentando subornar uma procuradora em Moatize – de acordo com as suas palavras, a sua intenção era “agradecer” – assistiu-se a uma estranha movimentação no sistema judiciário que culminou com o meteórico julgamento sumário do mamparra do Portimão que acabou por ser condenado por corrupção. A pena de três meses de prisão foi convertida em multa.

E como a Frelimo tem um porta-voz, um tal Damião José, coube a ele a honra de anunciar aos moçambicanos e aos munícipes de Moatize em geral que o gesto do seu camarada partidário foi “um acidente de percurso”?!

Na mesma ocasião o solícito porta-voz da Frelimo reafirmou o incondicional apoio do partido Frelimo, um corrupto convicto. Como se de parvos se tratasse, Damião José disse que os munícipes de Moatize já entenderam que “foi um mal entendido”!!!

O partido Frelimo em muitas esferas começa a habituar os moçambicanos, sejam eles de gema ou não, como alguém soprou em plenos pulmões, a ser benevolente com algumas práticas dos seus mais fervorosos militantes.

Sabe-se que em Moçambique os mais altos cargos técnicos têm como premissa a militância partidária. Temos estado a assistir em órgãos de soberania, com o beneplácito do advogado do Estado, no caso a Procuradoria Geral da República (PGR), titulares e quejandos a “brincarem” com dinheiros do erário.

Lemos incrédulos que até um aí levou a esposa para tratar os seus dentes numa clínica na capital portuguesa, Lisboa, com o dinheiro dos contribuintes.

Há poucos dias lemos também, de cabelos eriçados, que uns e outros compravam máquinas de barbear e usavam a Internet por milhares de contos.

Neste Governo da Frelimo um ex-ministro foi de férias – deve ter sido azar – para a Cadeia Civil por ter ido ao pote da empresa Aeroportos de Moçambique com toda a sede possível.

O próprio presidente da Frelimo, através de uma das empresas por si participadas, já vendeu autocarros aos Transportes Públicos de Maputo.

Esta Frelimo está cada vez mais caótica. Parece ter assinado um pacto com o diabo.

Que raio de brincadeira é esta afinal?

É que alguém tem de pôr um travão neste tipo de mamparices.

Mamparras, mamparras, mamparras.

Até para a semana, juizinho e bom fim-de-semana.

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