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Malária mata 746 pessoas em Sofala

Segundo as autoridades sanitárias, de Janeiro a Setembro deste ano, na província de Sofala, a malária matou 746 pessoas, sobretudo crianças com menos de cinco anos, mulheres grávidas e velhos. Registaram neste período 480.575 casos de pacientes com aquele tipo de doença. O número de óbitos e de casos diagnosticados subiu este ano, comparativamente a igual período de 2007, no qual o sector da Saúde afirma terem ocorrido 282 óbitos, de um total de 479.938 pessoas que acorreram às unidades sanitárias.

A cidade da Beira, os distritos do Dondo, Nhamatanda, Búzi e Caia são tidas como sendo as regiões onde foram diagnosticados mais casos, daí o facto de terem sido privilegiadas na campanha de pulverização intradomiciliária, uma medida de combate a mosquitos, sobretudo anófeles, transmissores da malária.

A campanha de pulverização já abrangeu 2.279 casas, das 2.354 previstas, calculando-se a taxa de cobertura na ordem de 95%. Deste modo, estão protegidas 8.022 pessoas das habitações até agora abrangidas pela medida.

Outra medida de combate à malária consiste na distribuição de redes mosquiteiras, segundo informações divulgadas pelas autoridades sanitárias de Sofala, à margem da celebração de mais um aniversário do Dia da Malária na África Austral, cujas cerimónias, nesta província, decorreram no distrito meridional do Búzi.

A distribuição de redes mosquiteiras, para além das autoridades governamentais, envolve igualmente algumas organizações nãogovernamentais no âmbito da execução de projectos em prol das comunidades.

Por exemplo, o projecto COMUSANAS (comunidades sãs) tem vindo a distribuir as redes mosquiteiras nos três distritos da zona sul de Sofala, nomeadamente Búzi, Chibabava e Machanga. A coordenadora do projecto COMUSANAS, Maria de Lurdes Mboana, baseada no Búzi, confi rmou ao nosso Jornal que quantidades razoáveis de redes mosquiteiras têm chegado às comunidades. As pessoas mais benefi ciadas são sobretudo crianças de menos de cinco anos e as mulheres grávidas. “São várias as quantidades de redes que distribuímos, e registámos que o impacto é positivo a nível das comunidades, porque as pessoas passam a estar protegidas”, frisou Maria de Lurdes.

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