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Malária, a doença mais mortífera em Moçambique

Malária

Enquanto as autoridades governamentais assinalam, neste Dia Mundial contra a Malária que hoje se comemora, a redução das mortes por esta doença, em Moçambique pelo menos 4 mil pessoas morrem todos anos nos hospitais, vítimas desta doença causada por um mosquito, de nome Anopheles.

As crianças são o grupo mais vulnerável à esta doença, segundo as Nações Unidas mais de 1.400 crianças morrem todos os dias no mundo por causa da malária.

Na véspera do Dia Mundial contra a Malária, a ONU divulgou uma mensagem do secretário-geral, Ban Ki-moon, que destacou que a situação melhorou em relação ao ano passado, quando o número de crianças vítimas da malária passou de 1.900, mas considerou inaceitável a alta mortalidade por causa desta doença.

“Continua a ser uma tragédia monumental que a cada segundo que morra uma criança por causa da malária, mas podemos ver uma certa esperança nas muitas vidas que se salvaram graças às intervenções internacionais”, afirmou Ban na sua mensagem.

O secretário-geral destacou que “mais crianças estão a dormir seguras com redes mosquiteiras, mais famílias estão a concentrar-se em quartos protegidos dos mosquitos (transmissores da malária) e mais pacientes recebem os remédios que precisam”.

“Estes esforços salvaram mais de um milhão de vidas. Desde 2000, as taxas de mortalidade pela malária caíram mais de 25% globalmente e mais de 33% na África”, disse Ban, que reiterou como meta da ONU chegar a “zero mortes por malária” em 2017.

Ban ressaltou que “neste mundo de abundância não há desculpas para não intervir e investir de maneira inteligente”, porque um exame de diagnóstico rápido custa US$ 0,50, os remédios contra a malária em torno de US$ 1, e uma tela contra insetos para várias crianças com uma duração de três anos, em torno de US$ 5.

“São valores modestos. Podemos reduzir até mais os custos se financiarmos a pesquisa para encontrar melhores soluções. Enquanto tentamos prevenir hoje as mortes por malária, devemos investir na próxima geração de ferramentas contra a doença (…) e avançar em direção a uma vacina”, afirmou Ban.

No nosso país a falta de prevenção (uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração e a pulverização intra-domiciliária contra o mosquito causador de malária) aliada à chegada tardia dos doentes aos estabelecimentos sanitários têm contribuído para os elevados índices de mortalidade.

 

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