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Mais um moto-taxista assassinado em Mocuba e outro em Manica

Na última quinta-feira (16), dia em que foi encontrado o cadáver de um cidadão taxista, carbonizado e enterrado com o seu nome afixado no pescoço, a mais de 100 quilómetros da Chimoio, na província de Manica, um indivíduo cuja identidade não apurámos também foi achado no bairro do Aeroporto, no município de Mocuba, na Zambézia, depois de ter sido agredido fisicamente até à morte.

Em vida, a vítima era moto-taxista e os malfeitores encontram-se a monte com a sua motorizada. Os moradores da zona contaram que na noite daquele dia ouviram gritos de pedido de socorro. Alguém, bastante desesperado, implorava por socorro, mas ninguém apareceu para perceber o que se passava porque o bairro do Aeroporto é um dos que são assolados pela criminalidade em Mocuba.

Este não é o primeiro incidente que acontece em Mocuba. Todavia, as artimanhas dos gatunos são quase as mesmas e as vítimas apresentam sempre as mesmas características de morte, com sinais de golpe com recurso a objectos contundentes sendo posteriormente abandonados na via pública.

Tal como acontece nas província de Nampula e de Manica, na Zambézia os serviços de veículo motorizado de aluguer para o transporte de passageiros são uma prática já enraizada e que constitui uma alternativa ao desemprego que flagela milhares de jovens moçambicanos. Contudo, entre os clientes não é fácil identificar os bandidos.

Em Mocuba, as autoridades policiais são acusadas de pouco ou nada fazerem para combaterem o crime que, segundo os próprios habitantes, tende a tomar contornos alarmantes.

De acordo com testemunhas, os supostos bandidos fazem-se passar por clientes que ao longo da viagem ameaçam os moto-taxistas e, na pior das hipóteses, matam-nos. Amílcar Moisés, um dos indivíduos que presta serviços de moto-táxi, disse que há necessidade de se garantir a tranquilidade na via pública.

“Os malfeitores assassinam os taxistas como se fossem animais. Estamos, cada vez mais, a acabar. A Polícia nada faz para nos defender”, desabafou Amílcar.

Sobre este crime, não foi possível ouvir o comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Na cidade de Chimoio, província de Manica, um jovem taxista também foi assassinado por um grupo de bandidos ainda em parte incerta. Consta que a vítima, identificada pelo nome de Afonso Joaquim, desapareceu na quarta-feira (15), durante a sua jornada laboral.

Depois de buscas intensas, o seu corpo foi encontrado no dia seguinte, na localidade de Honde, a 20 quilómetros de Catandica, com sinais de queimadura, o que mostrava que antes da sua morte teria sido submetido a sevícias. Esta desgraça acontece um mês depois do assassinato de um outro taxista.

Segundo populares, Afonso Joaquim foi solicitado por um grupo de presumíveis clientes para transportá-los da cidade de Chimoio até ao distrito de Vanduzi com a promessa de ser bem recompensado. O seu corpo foi carbonizado e enterrado com o seu nome escrito num papel afixado numa corda envolta no pescoço.

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