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Mais dois pequenos partidos apoiam Guebuza

Mais dois pequenos partidos anunciaram, na quinta-feira, em Maputo, o seu apoio “incondicional” ao candidato presidencial da Frelimo, Armando Guebuza, na sua corrida as eleições do próximo dia 28. Trata-se da Aliança Democrática dos Antigos Combatentes para o Desenvolvimento (ADACD) e do Partido Nacional de Moçambique (PANAMO), que anunciaram publicamente a sua decisão em conferência de imprensa, realizada esta manhã, na capital do país. “O nosso voto para as presidenciais vai para Armando Guebuza porque ele tem um programa credível e uma visão de desenvolvimento do país”, disse João da Rosa Likalamba, líder da ADACD, partido que diz ter sido criado em 2007 com “fins de participar em eleições”.

Likalamba diz que a Frelimo já provou, durante o primeiro mandato de cinco anos sob liderança de Guebuza, as suas capacidades de dirigir o país com sucesso. Contudo, ADACD, que tem a laranja como o seu símbolo, apenas apoia Armando Guebuza e não a Frelimo, partido no poder. Nas legislativas, o partido pede votos para si próprio, uma vez que concorre em cinco círculos eleitorais, designadamente Gaza (Sul do país), Manica e Zambézia (Centro) e Cabo Delgado e Nampula, no Norte do país. “Queremos o nosso voto para Guebuza”, disse Likalamba, acrescentando que “… nós queremos nutrir este país com a nossa laranja”.

ADACD diz que não vai receber nenhum apoio da Frelimo, devendo fazer a sua campanha a favor de Guebuza com os seus próprios meios, embora o líder deste partido (Likalamba) tenha aparecido na conferencia de imprensa com uma camisola da Frelimo, estampada com fotografia de Guebuza e material de propaganda desta formação politica no poder. Entretanto, o caso do ADACD é menos curioso em comparação com o do PANAMO, um partido que não concorre em nenhum círculo eleitoral na sequência da sua exclusão total pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Alem do candidato (Guebuza), a PANAMO, liderado por Marcos Juma, um antigo deputado da oposição, também apoia a Frelimo. Em Setembro de 2001, Juma foi julgado e condenado pelo Tribunal Judicial de Maputo a dois anos de prisão por causa de tentativa de falsificação de moeda, pena entretanto suspensa.

A semelhança do ADACD, o PANAMO diz não ter recebido contrapartidas financeiras da Frelimo para apoiar a campanha eleitoral de Armando Guebuza. Aliás, Juma disse que o PANAMO usou os seus próprios meios para contribuir com a ADACD e juntos pagarem o aluguer da sala do hotel onde decorreu a conferência de imprensa.

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