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Mais de mil pessoas morreram em Julho no Iraque, o que constitui recorde desde 2008, segundo a ONU

Mais de mil iraquianos foram mortos por causa da violência sectária em Julho, maior cifra em um mês desde 2008, disse a ONU, esta Quinta-feira (1), em meio à intensificação da insurgência sunita contra o governo dominado pelos xiitas.

A maioria das 1.057 vítimas era composta por civis apanhados pela incessante série de atentados a bombas e tiros, numa situação que leva alguns iraquianos a temerem mais uma guerra no país.

“Não víamos números assim há mais de cinco anos, quando a ira cega do conflito sectário que infligiu feridas tão profundas a este país estava finalmente a amainar”, disse em nota Gyorgy Busztin, representante interino da ONU no Iraque.

Ele pediu aos líderes iraquianos que ajam de forma rápida e firme para conter o “insensato derramamento de sangue” e impedir um retorno aos “dias sombrios” de 2006-07, quando mais de 3.000 pessoas chegavam a ser mortas por mês.

Nos últimos anos, a violência diminuiu, e o sólido aumento da produção petrolífera deixou o país mais rico. No entanto, a guerra civil na vizinha Síria inflamou as tensões sectárias em toda a região e revigorou os insurgentes sunitas do Iraque, o que inclui a Al Qaeda.

Desde o começo do ano, o número de mortos em ataques militantes no Iraque já chega a 4.137.

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