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Mais de cinco milhões de moçambicanos com acesso a energia

Pouco mais de cinco milhões dos cerca de 22,5 milhões de moçambicanos já têm acesso a energia eléctrica em Moçambique, anunciou, Sexta-feira (17), em Maputo, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia.

Esse feito resultou das 64.369 novas ligações realizadas no primeiro semestre deste ano, o que significou um aumento de 10,5 por cento, comparativamente aos registados em igual período anterior.

“O aumento no número de novas ligações no primeiro semestre de 2012 resultou no aumento de 17 por cento no número total de consumidores de energia da rede nacional, tendo passado de 916.336 no primeiro semestre de 2011 para 1.075.024 no primeiro semestre de 2012”, disse Cuereneia, falando na abertura da mesa redonda sobre os desafios de Moçambique na área de energia.

Ainda na sua intervenção, o governante disse que a produção de energia no país registou um crescimento de 5,3 por cento, resultante da construção de infra-estruturas de transporte e distribuição assim como a criação de condições conducentes ao aumento do acesso de cada vez mais moçambicanos à fontes modernas de energia.

“No primeiro semestre de 2012, a produção total de energia foi de 8.519.253 megawatts por hora, contra 7.833.172 megawatts de 2011, representando um crescimento de 6,4 por cento, influenciada pela produção hídrica com cerca de 99,87 por cento da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e da Electricidade de Moçambique (EDM)”, disse o ministro.

Esta produção total contou ainda com o contributo de 0,13 por cento da energia térmica, o que constituiu um aumento de dois por cento em comparação com a produção de igual período de 2011.

Este aumento resultou da produção térmica da EDM, com base no gás natural na província de Inhambane, sul do país.

Segundo Cuereneia, a energia constitui um factor dinamizador do desenvolvimento socioeconómico do país, sendo por isso fundamental para todos os sectores da sociedade, na criação de condições para a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

“O grande desafio consiste em criar condições para aumentar o acesso a for- mas de energia, de modo sustentável, contribuindo para o combate a pobreza, melhoria do bem-estar dos moçambicanos telinforma 18.08.12 pag.4 e para o desenvolvimento socioeconómico do país, através da expansão das infra- estruturas energéticas”, disse ele.

Realizada com o objectivo de apresentar as perspectivas e os desafios do sector da energia em Moçambique, esta mesa redonda contou, entre outros, com a participação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), cujo presidente, Donald Kaberuka, se encontra de visita ao país.

Recorde-se que o BAD é um dos principais parceiros do país, contando com grandes financiamentos para a área de infra-estruturas.

Segundo o Representante residente do BAD em Moçambique, Joseph Ribeiro, 45 por cento do investimento daquela instituição financeira no país é canalisado para o sector de transportes.

Ao nível da região, o BAD investe cerca de 1,2 biliões de dólares anuais em infra-estruturas, tendo nos últimos cinco anos dedicado um total de sete biliões de dólares em todo o continente africano para as áreas de energia, estradas, entre outras infra-estruturas.

“Nós também temos capacidade de atrair outros financiadores. O BAD tem o mandato de acompanhar o Governo não só em termos de contribuir valores, mas também em termos de atrair outros doadores e facilitar o negócio deles no país”, disse.

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