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Mais de 37% de adolescentes engravidam entre os 15 e19 anos de idade em Moçambique

O Ministério de Planificação e Desenvolvimento (MPD) informou, esta quinta-feira (11), em Maputo, que em Moçambique 37,5% de adolescentes engravidam pela primeira vez entre 15 e 19 anos, uma situação que muitas vezes provoca problemas de saúde, tais como fístula obstétrica, abortos inseguros, cuja consequência são lesões e mortes precoces na mesma faixa etária.

O director nacional adjunto de Monitoria e Avaliação no MPD, Albano Manjate, referiu que a erradicação da gravidez na adolescência é um dos principais factores que concorrem para o elevado índice de mortalidade materno-infantil, por isso, o Governo aposta na provisão de serviços de saúde adequados e no fácil acesso para os adolescentes.

O Executivo está igualmente a trabalhar no sentido de reduzir o índice de gravidezes na faixa etária de 19 a 24 anos de idade, pois 70 meninas, de um universo de 100, ficam gravidas precocemente todos os anos.

A representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Betina Mass, disse que a gravidez na adolescência não pode ser visto apenas como um problema de saúde, é, também, uma questão de desenvolvimento, uma vez que concorre para o aumento da pobreza, vários tipos de violência, casamentos forçados, direitos desiguais entre os rapazes e as raparigas, falta de educação e incapacidade das instituições na protecção dos Direitos Humanos.

Para inverter o aumento de gravidezes nessa faixa etária é preciso que se invista mais na educação, difusão de informação e oferta de habilidades para a vida, sugeriu Betina Mass, para quem a gravidez na adolescência complica a vida, destrói sonhos, prejudica a saúde e auto-estima de mais de 16 milhões de adolescentes em todo mundo, anualmente.

Por sua vez, o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Osvaldo Pettersburgo, disse que é preciso que as nações devem assegurar a saúde e os direitos reprodutivos que são essenciais para o desenvolvimento humano e económico sustentável. Ele ealçou ainda que o respeito dos direitos reprodutivos e de acesso a saúde poderiam ajudar a prevenir 21 milhões de nascimentos não planeados, 79 mil mortes maternas e 1.1 milhão de mortes infantis, num universo de 222 milhões em todo o mundo.

Segundo Osvaldo Pettersburgo, os índices de gravidez na adolescência são elevados e põem em causa o desenvolvimento da rapariga e torna-a um potencial humano perdido, porque muitas vezes interrompe a sua ida á escola.

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