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“Mahla” bem recebido

A plataforma dos CFM, em Maputo, foi demasiado pequena para todos aqueles que na passada sexta-feira quiseram assistir à estreia de “Mahla”, o mais recente filme da dupla Mickey Fonseca / Pipas Forjaz.

No final os aplausos falaram por si. Mahla” conta a história da triste relação entre uma enfermeira que se esforça por manter o seu trágico casamento com um agente imobiliário que vive do roubo para sustentar o seu vício do álcool. Pelo meio, a explosão do paiol de Mahlazine vem tornar ainda mais trágica a vivência do casal.

A história é atravessada por muitas outras que fazem parte do nosso quotidiano, como é o caso do drama dos linchamentos. “É um género muito diferente dos que têm sido até hoje apresentados em Moçambique e esperamos que as pessoas gostem”, referiu Forjaz.

O actor Mário Mabjaia e a actriz Edna Jaime desempenham os principais papéis. Para Mabjaia, que faz o papel de vilão da história, a grande dificuldade com que deparou foi aceitar o personagem. “Acima de tudo por disciplina técnica: do Mário para o Jerry há uma distância enorme, pensei então que teria muita dificuldade em chegar lá. Mas, graças ao excelente trabalho de grupo, não foi difícil. Todos me empurraram, no bom sentido, para que eu interpretasse o personagem. Poderíamos ter ido mais longe mas, atendendo às condições, acho que nos saímos bastante bem.

Eu nunca estou satisfeito (risos), mas o feed-back das pessoas é o mais importante e esse tem sido muito bom.” Participam ainda no elenco Eduardo Gravata, Maria Elisa, Brendon Kelly (Irlandês) Gigliola Zacara e o rapper Azagaia, que se estreia no mundo cinematográfico desempenhando um papel significativo de amigo e sócio do agente imobiliário Jerry.

Ao todo estiveram envolvidos cerca de 275 figurantes, dirigidos por uma equipa técnica constituída por 18 elementos. As filmagens foram efectuadas em diferentes locais da cidade de Maputo, entre os quais os bairros das Mahotas, Laulane, Mavalane, Polana, assim como no Hospital Central, na Escola Primária de Mavalane “A”, na lixeira do Hulene e na Pastelaria Confiança.

Para que o projecto pudesse ver a luz do dia valeram os 17 mil dólares disponibilizados pela Associação Moçambicana de Cineastas (AMOCINE), bem como fundos alemães e franceses de 10 mil euros cada um. “Precisaríamos do triplo desse dinheiro para gravarmos à vontade um filme destes, mas graças ao facto de termos usado o nosso próprio equipamento, conseguimos alguma coisa”, frisou Forjaz.

Inicialmente produzido em formato HD, o filme também será convertido para o formato 35 milímetros para que possa ser assistido nas salas de cinema nacionais e internacionais. A duração é de 26 minutos.

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