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Mãe de dissidente morto culpa governo cubano por “assassinato”

A mãe do preso político cubano morto na terça-feira depois de mais de dois meses de greve de fome, Orlando Zapata, culpou o governo de Raúl Castro de “assassinato premeditado” e pediu ao mundo que exija a libertação dos dissidentes, segundo vídeo divulgado no blog da opositora Yoani Sánchez.

“Acompanhei meu filho antes de morrer, voltei a vê-lo morto (…) Meu filho perdeu a vida, um assassinato premeditado. Meu filho foi torturado durante todo o tempo em que esteve nas prisões cubanas, objeto de sofrimento para a família”, disse Reina Luisa Tamayo, no blog Generación Y – numa gravação em áudio.

“Com minha dor profunda, peço ao mundo que exija a liberdade dos demais presos, dos irmãos que estão presos injustamente para que não volte a acontecer o que ocorreu com meu filhinho, com meu segundo filho que não deixa herdeiros, porque não tem filho nem mulher”, destacou. Zapata, um operário negro de 42 anos, considerado “prisioneiro de consciência” pela Anistia Internacional, faleceu ontem, vítima das sequelas da greve de fome que inicioui em dezembro passado, em protesto contra as más condições carcerárias; ele foi o primeiro opositor a morrer na prisão em 40 anos, segundo fontes da oposição.

A morte de Zapata, que será sepultado nesta quarta-feira em sua aldeia natal de Banes, 830 km a leste de Havana, motivou pedidos pela libertação dos presos políticos cubanos por parte dos Estados Unidos e da União Europeia, assim como a condenação dos exilados cubanos na Espanha e Miami.

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