Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

“Madjermanes” definem novas formas de pressionar o Governo

De certo que os citadinos de Maputo estão a estranhar o facto de os antigos trabalhadores moçambicanos da extinta República Democrática da Alemanha, vulgo Madjermanes, não estarem a fazer as habituais marchas das quartas-feiras este ano, através das quais pretendiam pressionar o Governo a resolver, de forma definitiva, o seu problema.

{youtube}SPOLjuwPywM{/youtube}

Mas o grupo diz que não há razões para alarmismos porque a “paragem” é estratégica e visa traçar novas formas de “lutar” pelos seus direitos.

Arnaldo Mendes, vice-presidente da Associação dos Antigos Trabalhadores Moçambicanos na Alemanha, disse ao @Verdade que se decidiu por interromper as marchas por um tempo e definir novas estratégias de pressionar o Governo.

“Estamos a envelhecer. Perdemos a nossa juventude e já passam 24 anos mas o nosso problema ainda não foi resolvido. A marcha servia para mostrar a nossa insatisfação. O Governo deve resolver o nosso problema de forma definitiva”, afirma.

Em todo o país, existem cerca de 11 mil madjermane, mas apenas 5400 é que estão filiados à ATMA, que está dividida em núcleos provinciais. Segundo Mendes, “para a Alemanha foram cerca de 16 mil moçambicanos, dos quais 3 mil decidiram ficar por lá. Os outros perderam a vida com o tempo e estão agora representados pelos seus filhos, esposas, etc”.

Na lista de reivindicações deste grupo estão os 60 porcento de salário que descontava para Moçambique, o valor referente à segurança social, abono de família, indemnização por rescisão de contrato, juros de mora, entre outras.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!