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Madiba já deixou o hospital

O ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela deixou já o hospital em Joanesburgo onde fora internado quarta-feira para fazer “testes especializados” que exigiram continuada supervisão médica, sem justificar “pânico” sobre o seu estado de saúde.

“Os médicos autorizaram-no a sair”, confirmou o médico-chefe do exército sul-africano, Vejaynand Ramlakan, que lidera a equipa clínica responsável pelo acompanhamento dos presidentes do país, actual e passados. Aquela mesma fonte avançou que Mandela continuará a ser supervisionado em casa, depois de ter sofrido uma falha pulmonar.

O ícone máximo da luta contra o apartheid regressou à sua residência, no centro de Joanesburgo, sem que fosse vislumbrado por ninguém à saída do hospital, acompanhado por duas dezenas de carros da polícia e viaturas oficiais. Ao longo dos últimos dois dias centenas de pessoas mantiveram-se junto aos hospital em manifestações de solidariedade para com o ex-chefe de Estado.

“Clinicamente não há razão nenhuma para pânico”, asseverou também esta manhã o vice-presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, precisando que Mandela, de 92 anos, sofre de “uma enfermidade comum nas pessoas da sua idade e que se desenvolveram ao longo dos anos”. “Lembro que [Mandela] sofreu de tuberculose quando esteve em Robben Island [na prisão] e já antes teve infecções pulmonares”, sublinhou aquele responsável.

Fonte próxima de Mandela revelara, já ontem à agência noticiosa Reuters, que o antigo chefe de Estado sul-africano – o primeiro negro no país – estava a recuperar de uma falha pulmonar. Era esperado que pudesse sair do hospital ainda hoje após o que foi então descrito como “testes de rotina”. Num comunicado divulgado ainda ontem, o gabinete de Mandela insistiu “querer asseverar ao país e ao mundo que o antigo Presidente está de muito bom humor” e que os testes a que se submetia eram necessários para garantir que recebe “a melhor assistência clínica”.

Mandela foi diagnosticado tuberculose durante a década de 1980, quando se encontrava na prisão, de onde foi libertado, ao fim de 27 anos, em 1990. Em 2001 recebeu tratamento devido a um cancro na próstata.

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