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Lurdes: duas medalhas africanas… a sorrir!

Lurdes: duas medalhas africanas... a sorrir!

Desfilou de ouro ao peito no Egipto (91) e Harare (95), proporcionando ao país duas importantes medalhas de ouro nos 800 metros. Em ambas as competições, graças às suas marcas, ela chegou ao ouro sem dar o seu máximo, tendo cortado a meta a… sorrir! Desta forma, Moçambique ocupou classifi cações a meio da tabela geral, sobretudo no Cairo em que o basquetebol feminino “reforçou” a mais que esperada medalha da dama de ouro.

Nas competições que se seguiram, com a profusão de títulos mundiais em pista coberta e aberta, Lurdes Mutola já não “cabia” em África. A sua fama e as solicitações para as mais variadas competições planetárias, a sua agenda competitiva e os compromissos com os patrocinadores não lhe permitiam marcar presença na Olimpíada Africana, algo que muito a desgostava.

Com alguma mágoa, desabafava: “Sinceramente, esta já não é uma prova para o meu nível competitivo, mas continuo tenho interesse em correr pelo meu país no Continente, porque sou africana. Sempre que tiver possibilidades irei competir para ganhar uma medalha e satisfazer o meu orgulho nacional”.

Em Argel, felizmente para os moçambicanos, o testemunho de Lurdes Mutola foi fi rmemente empunhado por Leonor Piúza que conseguiu chegar ao ouro.

Uma vez Rainha sempre Majestade

Lurdes bateu as mais temidas oitocentistas do planeta, até chegar à ambicionada medalha olímpica de ouro. O ano de 2000 foi o da consagração pessoal e de glória para Moçambique. Pela primeira vez, a bandeira da “Pérola do Índico” era hasteada na maior competição planetária e o hino tocado, provocando lágrimas a toda uma Nação.

Este foi o mais alto voo da nossa campeã. A ele juntaram-se os títulos de campeã mundial por três vezes: Estugarda (1993), Edmonton (2001) e Paris (2003). Quanto aos Mundiais de pista coberta, conquistou o ouro por sete vezes.

Lurdes disse adeus à alta competição no mês de Agosto de 2008, nas Olimpíadas de Beijing, precisamente 20 anos após se ter estreado na alta roda, em Seul, em 1988. Para trás fi cou uma carreira ímpar, em que correu o mundo… a correr!

Até hoje, a dama de ouro mantém imbatível a proeza de ser a(o) única(o) atleta a vencer o Prémio IAAF, que lhe conferiu o prémio de 1 milhão de dólares… sozinha! Teve o Mundo a seus pés. Foi recordista africana e mundial de juniores, campeã olímpica, recordista dos 1.000 metros, além de vários outros triunfos em torneios de gabarito.

Hoje, longe de viver uma reforma dourada, a Menina de Ouro põe em prática projectos importantes de ajuda ao desenvolvimento do país, tanto na área desportiva como social, através da Fundação que leva o seu nome.

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