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Lixeira municipal gera polémica

Já há bastante tempo que pessoas conhecedoras dos perigos que uma lixeira trás a saúde pública vem alertando as autoridades municipais desta cidade para tomarem medidas correctivas sobre o lixo que é depositado na zona de padeiro, a pouco menos de 4 km da cidade de cimento.

Todos dias, camiões carregados de lixo alinham em direição a Padeiro para depositar lixo de todo tipo, desde resíduos sólidos, lixo hospitalar, etc. Aquele local, fica bem próximo da estrada que dá saída e entrada a cidade de Quelimane. Os camponeses que praticam as suas actividades agrícolas naquela zona, dizem que há anos que vivem neste pesadelo e nem sequer imaginam as consequências que o lixo está trazer na sua saúde.

 

Mas como não tem outro local onde possam praticar a agricultura, vão aguentando assim mesmo. Alias, alguns dizem que o Conselho Municipal de Quelimane, invadiu algumas machambas por causa da quantidade de lixo que é produzida na cidade de Quelimane. Todos dias há fumo, ou seja, incinera-se o lixo sem o mínimo respeito a saúde pública e nunca ouviu-se ninguém da saúde a questionar este facto. Um verdadeiro espírito de deixa andar, que paulatinamente vai matando muitas pessoas.

Onde começa a guerra?

Aquele local onde o Conselho Municipal de Quelimane (CMQ), deposita lixo é um terreno de alguém que escavava areia para posterior venda. Refira-se, uma actividade legalizada pelas autoridades que velam pela área. Este cidadão que se dá pelo nome de Adelino Manuel, para além de ser proprietário daquelas porções de terra, também tem criações de animais naquele local. Adelino diz que perdeu a conta de quantos animais morreram por terem comido o lixo que o CMQ deposita no seu terreno.

Quando tentou contactar a edilidade, a única resposta que obteve foi de que a edilidade estava a tratar o assunto com muita seriedade. Só que se acordo com a fonte, já lá vai mais de 3 anos que a delicadeza ainda não se tornou realidade. Adelino diz ter notificado a edilidade para encontrar outras saídas, mas não surtiu efeito. Quanto mais ele pressionava que a edilidade abandonasse o local, a quantidade do lixo aumentava.

E agora?

Neste momento o senhor Adelino diz que está prejudicado porque já não leva a cabo o seu negócio de venda de areia. E procura encontrar soluções com a edilidade, mas não está sendo fácil. Sem norte, Adelino continua a disparar contra a edilidade e agora o que lhe preocupa é que os seus animais como bois, porcos ate cabritos, estão a morrer. Alias, já tinha alertado a edilidade de Pio Matos, mas nem com isso conseguiu resolver até agora.

O que diz a edilidade?

Já o Conselho Municipal de Quelimane, na pessoa do responsável pela área de salubridade, diz que as versões do senhor Adelino não são as verdadeiras. Nelson Mariano, disse que não confirma nenhuma morte de animais como o senhor Adelino diz. Todavia, Nelson reconheceu que o conflito de facto vem a um longo tempo e neste momento não se vislumbram perspectivas para solucionar o problema. “Como a edilidade não tem ainda soluções, nada posso avançar”-rematou a fonte do Conselho Municipal de Quelimane.

Refira-se que naquela lixeira, deita-se tudo menos nada. Há vezes que produtos fora do prazo que são deitados saem a venda no mercado paralelo, sem nenhum controle das autoridades. E a pergunta que fica é: Qual é o papel do Centro de Higiene Ambiental e Exames Médicos (CHAEM)?

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