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Linha férrea do Malawi desafio para CDN

O Administrador e Membro do Conselho de Administração do Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), Fernando Couto, aponta como uma das maiores dificuldades do projecto, a nível de investimento, o financiamento da linha-férrea do Malawi, para melhor viabilização do corredor moçambicano. Contudo, negociações estão em curso com o executivo de Lilongwe para a reabilitação da ferrovia, numa extensão de apenas 27 quilómetros, que estabelecerá a ligação com a Zâmbia, permitindo desta feita uma maior utilização do CDN.

“Acreditamos que ao longo deste ano a falta de ligação ferroviária que parece eterna entre o Malawi e a Zâmbia será resolvida, porque se espera completar a linha férrea que compreende uma extensão de apenas 27 quilómetros dos quais 22 já estão construídos”, explicou Couto, sublinhando que a mesma deverá ser custeada pelo governo malawiano. O Corredor de Desenvolvimento do Norte é um projecto de importância vital para o país, constituído em Moçambique com objectivo de reabilitar, gerir e explorar comercialmente e de forma sustentável o Porto de Nacala e a Linha de Caminhos de Ferro do Norte.

Fernando Couto falava segunda-feira, em Maputo, no final da Assembleia Geral da CDN que culminou com a eleição dos seus órgão sociais, tendo Celso Correia, do Grupo Insitec, sido confirmado novo Presidente do Conselho de Administração (PCA) em substituição do General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Alberto Chipande. Assim, o Corredor de Desenvolvimento do Norte passa a ser completamente constituído por capitais moçambicanos.

Segundo Couto, o CDN fez crescer a carga do Malawi como resultado da aposta feita nesse sentido que se traduz no aumento do volume de carga manuseada por aquela ferrovia com destino ao Malawi. O membro da administração apontou, a título de exemplo, que o CDN projecta atingir até ao final do ano em curso um volume de carga calculado em 500 mil toneladas, uma meta superior as 400 mil registadas no ano transacto. “Os resultados económicos altamente positivos que o Malawi conseguiu se devem ao bom desempenho do Corredor de Desenvolvimento do Norte, em resposta ao crescimento das importações que o país está a registar”, explicou Couto.

A política económica desenvolvida pelo governo daquele país, que consiste no subsídio de fertilizantes dos pequenos agricultores pelo executivo, fez com que a sua população, calculada em 14 milhões de habitantes, passasse a ser grande produtora de milho, com um grande excedente estimado em cerca de 2.5 milhões de toneladas. O Malawi tem igualmente grandes exportações de tabaco, feijão, chá e outras culturas de rendimento. “O aumento das importações significa que os fertilizantes, fundamentais para a economia do Malawi, também tivessem que subir, porque se estava a produzir mais”, disse Couto, acrescentando que esse aumento tem efeito multiplicador.

“O aumento tem um efeito multiplicador, porque passou a haver mais dinheiro, há mais consumo, há mais importação, há mais contentores que vêm com importações destinadas ao consumo corrente de uma população numerosa que são 14 milhões de pessoas”, vincou o administrador. Fernando Couto disse, por outro lado, que o novo conselho de administração do CDN vai, nos próximos 60 dias, identificar as necessidades de investimento e formular um plano para a revitalização da empresa.

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