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Líderes malgaxes buscam consensos para formação do governo de transição

A segunda ronda negocial enquadrada no dialogo para pacificar Madagáscar prolongou-se ate madrugada de quarta-feira, em Maputo, com os lideres políticos daquele país insular a dialogarem entre si a busca de consensos para a atribuição de responsabilidades (pastas) no Governo de Transição.

O ex-Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, que lidera a equipa de mediação do Dialogo Malgaxe, disse que as negociações, que prosseguiram na quarta-feira, estão a ser marcadas por uma total abertura entre os líderes políticos malgaxes. Trata-se de Andry Rajoelina, da Alta Autoridade Malgaxe, Marc Ravalomana, Presidente derrubado em Março último, e os ex-estadistas Didier Ratsiraka e Albert Zafy, que na primeira ronda negocial, igualmente realizada em Maputo nos princípios do corrente mes de Agosto, assinaram um acordo que prevê a formação de um Governo de Transição até a realização de eleições dentro dos próximos 15 meses.

A expectativa é de que os quatro líderes malgaxes consigam nesta ronda chegar a um acordo sobre as modalidades que irão garantir o funcionamento das instituições de transição que levarão a realização das eleições ate finais do próximo ano. “…Agora é que vão começar a negociar entre eles para ver se encontram um consenso”, disse Chissano, acrescentando que as partes vão continuar a negociar durante o dia de hoje e a mediação dará tempo para o efeito. Ao abrigo do acordo alcançado a 9 de Agosto, os lideres malgaxes devem chegar a consenso sobre a nomeação de um Presidente, um Primeiro-Ministro, três vice-Primeiros-Ministros e 28 Ministros, entre outras várias etapas a percorrer até as eleições.

Cauteloso sobre o desfecho desta segunda ronda, que decorre sob o lema “Viva o Diálogo pela Paz e Reconciliação do Madagáscar”, Chissano disse que as negociações levam o seu tempo, destacando que o esforço da mediação é encorajar os actores políticos malgaxes no sentido de chegarem a um consenso o mais depressa possível, por causa da situação que prevalece naquele país, para que a mesma não venha a deteriorar.

Chissano disse, por outro lado, que a abertura que caracteriza as conversações constitui factor de optimismo quanto a concretização das expectativas que reinam a volta do dialogo, que é pacificar Madagáscar. A presença dos quatro rivais políticos malgaxes espelha o interesse na formação do Governo de Transição, que deverá vigorar por um período de 15 meses, findo o qual serão realizadas eleições livres e transparentes.

O Diálogo Malgaxe conta com o apoio da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), da União Africana (UA), da Organização Internacional da Francofonia (OIF) e Nações Unidas.

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