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Líderes e media ocidental tentam confundir povos africanos

É curioso notar que enquanto o Ocidente tem estado a pedir apoio à China, e dela se vale para manter os seus países numa relativa estabilidade, os seus líderes e a sua media têm feito tudo para confundir os povos africanos, e levá-los a encarar Beijing como quem apenas tem como único interesse, isto é, delapidar os seus recursos naturais.

 

 

Na verdade, esta é uma velha táctica usada no passado, quando a China apoiava a luta dos povos africanos pela sua independência contra o colonialismo ocidental no século passado.

Nessa altura, alegavam que a China estava a exportar o seu bizarro comunismo. Agora que a China está apoiando o desenvolvimento dos países africanos, acusam-na de estar a delapidar os seus recursos naturais.

Tudo isto visa travar a China de aumentar a sua musculatura económica, e dos seus amigos africanos, através de um intercâmbio económico baseado na tese de ganhos mútuos, ou “win-win” em inglês.

Estas críticas surgem porque a China estendeu uma mão larga ao próprio Ocidente, nesta hora em que as suas economias estão em crise.

O certo é que esta ascensão económica deste tigre asiático, está causando insónias aos ocidentais, como já previa Napoleão, quando disse há mais de 200 anos, “no dia em que a China acordar do longo sono em irá abalar o mundo”.

De facto, esta rápida ascensão da China está preocupando as lideranças das nações ocidentais que, como dissemos, passaram a falar mal deste pais asiático, desde que Mão Zedong a proclamou como uma Republica Popular, e adoptou a filosofia comunista como seu sistema político.

Contudo, esta sua falácia de que a China só quer abocanhar os recursos naturais da Africa, está caindo em buraco sem fundo, porque é desmentida com os massivos apoios que Beijing tem estado a canalizar aos países africanos e que são tão visíveis mesmo aos leigos em matéria de cooperação que, na definição mais simples, significa dar o que se tem, para receber o que não se tem.

Na verdade, isto é o que a China tem estado a fazer, isto é, a dá o que tem, que são as finanças, conhecimento e tecnologia de ponta, em troca do que não tem, que são as matérias primas para alimentar a sua cada vez mais poderosa indústria.

No Domingo, da semana corrente, a China atribuiu pouco mais de três biliões de dólares para os países de língua portuguesa financiarem os seus projectos de desenvolvimento nos próximos três anos.

Além de dinheiro, a China tem estado a construir infra-estruturas em vários países africanos, incluindo em Moçambique, onde são quase incontáveis as obras de grande envergadura que foram construídas por engenheiros e operários chineses, juntamente com os seus colegas moçambicanos, e tudo com o financiamento chinês.

Todo este apoio da China a Moçambique e a outros países africanos, levaram o primeiro-ministro moçambicano, Aires Ali, a dizer aqui em Macau, onde esteve a participar no III Fórum Macau, que os que ainda teimam em falar mal da China estão a perder o seu rico tempo, e que o melhor que podem fazer e’ aprender deste país, para saberem como é que o seu povo conseguiu alcançar o desenvolvimento em tão curto espaço de tempo, ou seja 15 anos, tempo necessário para construírem todas estas maravilhas que vemos em Macau, como em toda a China.

Esta asserção de Aires Ali vai de encontro com um outro ensinamento de Confúcio, quando dizia “quando vês um homem bom, trata logo de o imitar, mas que quando vês um homem mau, trata de se examinar a si próprio, para que não incorra no mesmo erro”. De facto, persistir em maldizer a China, é o mesmo que negar que não é o Sol que irradia luz sobre o Mundo.

O que a China tem estado a fazer, são obras que calam bem fundo a falácia ou retórica ocidental e da sua imprensa, porque os factos provam que está sendo de facto uma verdadeira tábua de salvação, tanto para os seus velhos amigos, como os moçambicanos, bem como para os seus delatores, o que também confirma que os seus dirigentes e povo são homens superiores, porque segundo o mesmo Confúcio, a característica dos grandes homens, é serem modestos nas palavras, mas abundantes em obras.

Os homens que lideram a China fizeram e estão fazendo obras abundantes neste país que são um verdadeiro fascínio para quem a vista, como bem o diz Rampini, no seu épico “O Século Chinês”, e estão ajudando outros povos a fazer o mesmo nos seus países também, como diria Aires Ali, pouco antes de deixar Macau, de regresso ao seu país, todo feliz, por ter recebido mais um apoio financeiro chinês.

“Guardem-me bem esse dinheiro aí nessa pasta. Não a deixem cair nem mesmo no Oceano Índico”, disse Aires Ali, em tom irónico mas muito feliz, referindo-se a pasta que continha o acordo assinado entre Moçambique e a China, em Macau, com base no qual formalizou-se a atribuição, por Beijing, de mais 64 milhões de dólares que irão financiar a segunda e última fase da reabilitação e modernização do Aeroporto Internacional da capital moçambicana.

São apoios como estes e outros igualmente visíveis, que levam muitos moçambicanos a morrer de amores pela China, um país que se impregnou nos seus corações, porque os ajudou a se libertarem do terrível colonialismo português, e agora os está ajudando no difícil e oneroso processo do desenvolvimento do seu país.

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