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Líder da Renamo diz que encontro com PR moçambicano está próximo após mediação de Chissano

O líder do partido Renamo, Afonso Dhlakama, anunciou no sábado(19) para breve um encontro com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, após mediação do ex-chefe de Estado Joaquim Chissano, assegurando que os preparativos estão numa fase avançada. “Não posso mentir, falei com (o ex-Presidente Joaquim) Chissano uns vinte minutos a sós, naquele dia 14, e eu disse ‘vai dizer (ao Presidente Filipe) Nyusi seriamente que estou disposto a conversar desde que haja uma agenda concreta, que cria alternância governativa no país'”, afirmou, em conferência de imprensa, o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), principal partido de oposição, reiterando a sua indisponibilidade para uma reunião que apenas sirva para “apertar a mão”.

Afonso Dhlakama e Joaquim Chissano participaram na segunda-feira numa conferência para assinalar os vinte anos da criação da Universidade Católica de Moçambique, à semelhança do que aconteceu na sua fundação, tendo aproveitado a ocasião para se reunirem a sós para discutir a instabilidade política e militar que se vive no país.

“A coisa esta a evoluir bastante e dentro em breve algo poderemos anunciar (datas e agenda)”, declarou Afonso Dhlakama, na conferência de imprensa de balanço da sua visita de dez dias à província de Manica, centro de Moçambique, que hoje terminou.

O líder do partido Renamo voltou a referir-se ao ataque que sofreu há uma semana nesta província, atribuindo-o a “irmãos da (Unidade de) Intervenção Rápida e das Forças de Armadas de Defesa de Moçambique, e manteve o propósito de criar uma polícia própria do seu partido, referindo que o recrutamento vai começar em breve.

Dhlakama e Nyusi encontraram-se duas vezes no início do ano para discutir a crise política em Moçambique, após as eleições gerais de Outubro de 2014, cujos resultados a Renamo não reconhece, exigindo a governação nas províncias onde reclama vitória, sob ameaça de tomar o poder pela força. Desde então várias vezes foi anunciada a proximidade do encontro entre as partes, que, no entanto, nunca se realizou.

Filipe Nyusi tem dirigido repetidos convites a Dhlakama para os dois líderes se reunirem, mas o presidente da Renamo recusou, alegando a falta de uma agenda concreta e que não tencionava mudar de opinião até ao integral cumprimento dos acordos de paz já existentes, Nas últimas semanas, a Renamo anunciou a criação de unidades militares na província da Zambézia e também uma polícia do partido.

Na reacção ao ataque de há uma semana contra Dhlakama e sua comitiva, o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, ameaçou na quinta-feira vingança e acusou o chefe de Estado de ter dado ordens para um alegado atentado.

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