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Líder da Coreia do Sul endurece e promete medidas “fortes” contra Coreia do Norte

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, prometeu nesta terça-feira adotar novas medidas “fortes” contra a Coreia do Norte, depois de suspender as operações de um parque industrial conjunto como punição a Pyongyang pelo lançamento de um foguete de longo alcance e um quarto teste nuclear.

É hora de encarar a “verdade incómoda” de que o Norte não irá mudar, disse Park, em declarações que sinalizam uma mudança significativa de postura de uma líder cuja política em relação aos norte-coreanos vinha se baseando no que ela descreveu como “política da confiança” e que ela tinha esperança de lançar as bases para uma futura unificação.

Park afirmou que esforços anteriores de aproximação não funcionaram. “Tornou-se claro que a abordagem e a boa vontade existentes não interromperão o ímpeto de desenvolvimento nuclear do regime norte-coreano”, disse a presidente ao Parlamento.

Washington e Seul estão a procurar o apoio de Pequim, o principal aliado de Pyongyang, para sanções mais severas contra a Coreia do Norte em reação ao lançamento de foguete do dia 7 de Fevereiro e ao teste nuclear de Janeiro.

“A premissa da política de confiança era a de que o Norte era um parceiro. Os comentários da presidente significam na prática que esta premissa está errada. É uma reviravolta completa na política para a Coreia do Norte”, disse Hong Sung-gul, professor de ciência política da Universidade Kookmin.

Na semana passada, a Coreia do Sul interrompeu o funcionamento da zona industrial de Kaesong, que vinha sendo administrada conjuntamente com o Norte há mais de uma década.

O parque industrial era uma fonte essencial de moeda forte para o empobrecido Norte comunista. Seul também concordou em iniciar conversas com Washington para a instalação de um sistema de defesa de mísseis em solo sul-coreano, algo a que a China se opõe veementemente.

Seul e Washington declararam que o lançamento de foguete foi de fato um teste de míssil de longo alcance que violou resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O Norte afirmou que o lançamento foi parte do seu programa científico e concebido para enviar satélites ao espaço.

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