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Lech Walesa: “É mentira que Gorbachev tenha derrubado o Muro de Berlim”

O mérito principal pela queda do Muro de Berlim corresponde ao Papa João Paulo II e atribuí-lo ao ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev é uma mentira, declarou o chefe histórico do sindicato polonês Solidaridad, Lech Walesa, falando a um programa de tv. “O que hoje me entristece é transformarmos em heróis pessoas que não o foram”, afirmou Walesa em Berlim, onde participa nas cerimônias comemorativas dos 20 anos da queda do Muro de Berlim.

“Gorbachev jamais quis derrubar o comunismo nem o Muro de Berlim”, insistiu. “Se apresentam as coisas dessa maneira, é preciso dizer que a Europa é edificada com base numa mentira, e isso me aterroriza”, acrescentou, visivelmente indignado. “A verdade é que 50% da queda do Muro corresponde a João Paulo II, 30% ao Solidaridad e a Lech Walesa e apenas 20% ao resto do mundo. Esta é a verdade”, concluiu.

Walesa, junto à chanceler alemã Angela Merkel e Gorbachev, cruzou nesta segunda-feira o “checkpoint” simbólico do Muro de Berlim, aberto pela primeira vez há 20 anos. Merkel deu início na manhã desta segunda-feira às cerimônias de comemoração do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim comparecendo a um ato ecumênico na igreja de Gethsemani, em Berlim Oriental, um dos redutos da dissidência e das manifestações que, em 9 de novembro de 1989, obrigaram a Alemanha comunista – a desaparecida República Democrática da Alemanha (RDA) – a abrir suas fronteiras.

“Não é um dia de festa só para a Alemanha, mas para toda a Europa e para as pessoas que conquistaram mais liberdade, desde a Rússia a até muitas outras partes do mundo”, disse a chanceler, vestida com um casaco de veludo azul marinho.

Dirigindo-se a Gorbachev, Merkel declarou: “Deixou que as coisas acontecessem, com valentia, e isso foi muito mais do que esperávamos. Obrigada de todo o coração”. A queda do Muro foi o “resultado de uma longa história de falta de liberdade e de luta contra esta falta de liberdade. Na Alemanha, não fomos os primeiros mas estávamos lá quando a Guerra Fria terminou”, acrescentou a chanceler, referindo-se aos esforços da Polônia e da Hungria por libertar-se do jugo comunista.

O Sindicato Solidaridade foi “um incrível aliciador”, disse, com um gesto em direção ao ex-presidente polonês Lech Walesa, então líder desse grupo.

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