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Lançado programa de “agregados de inovação”

O Ministério moçambicano da Ciência e Tecnologia (MCT) lançou, quinta-feira, em Maputo, o Programa de Agregados de Inovação, uma iniciativa a ser implementada no país durante os próximos quatro anos com um financiamento sueco de seis milhões de coroas, o equivalente a 945,6 mil dólares americanos.

Trata-se de um programa a ser dirigido pelo Fundo Nacional de Investigação (FNI) em colaboração com a Agência Sueca para a Inovação (VINOVA) visando promover a competitividade e cooperação entre pequenas e médias empresas dentro da cadeia de valor e estimular a consciência sobre a qualidade e produtividade das empresas.

“Agregado de Inovação” é definido de várias maneiras, uma das quais considera este conceito como sendo a concentração, num mesmo local, de um conjunto de firmas (de investigação, produção, venda, prestação de serviços, entre outros tipos) operando no mesmo sector.

Falando no lançamento deste programa, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, destacou a importância desta iniciativa nos esforços nacionais de combate a pobreza.

Ele disse que a iniciativa tem o objectivo de incentivar as universidades a estimular, catalisar e promover o desenvolvimento de agregados de inovação no país, para facilitar o rápido desenvolvimento socioeconómico e redução da pobreza, bem como contribuir para a implementação da estratégia nacional de desenvolvimento industrial.

“O nível de alcance dos objectivos será medido através de níveis de inovação entre empresas e comunidades envolvidas; competição e cooperação entre empresas dentro do agregado de inovação ou sector, e desenvolvimento da cultura da inovação”, disse aquele governante.

Segundo o Ministro, os aspectos específicos a serem considerados tem a ver com a remoção do isolamento das empresas dentro de uma região, o que será associado com o estabelecimento de alinhamentos entre empresas dentro do agregado e infra-estruturas públicas ou financiadas por parceiros.

Até ao fim do programa, espera-se a criação de pelo menos 30 agregados de inovação operacionais em todo o país, formação de inovadores, mapeamento de agregados, implementação de uma instituição de competitividade independente, entre outras acções.

A fase piloto deste programa decorreu de 2005 a 2009 e foi implementada pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição do ensino superior no país.

Os agregados criados nesse período abrangeram diversas áreas incluindo a de mineração de pequena escala, plantas medicinais, classe mobiliária da madeira, indústria alimentar, processamento de caju, entre outras.

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