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Lançado plano agrícola do corredor da Beira

A Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA) vai desembolsar 32 milhões de dólares para a execução de um plano de desenvolvimento agrícola a ser implementado ao longo do Corredor da Beira, num investimento global de 320 milhões, financiamento ainda por ser mobilizado.

Este investimento foi anunciado, Quinta-feira, na Beira, a capital da província de Sofala, Centro de Moçambique, durante o lançamento do Plano de Investimento para a Produção de Alimentos no Corredor da Beira, uma iniciativa a ser implementada nas províncias de Solafa, Manica e Tete, durante os próximos cinco anos.

Falando na ocasião, o vice-Ministro da Agricultura, António Limbau, disse que este plano visa melhorar a segurança alimentar, aumentar a renda dos produtores, fortalecer o investimento do sector privado e as capacidades que poderão impulsionar a produção de alimentos no Corredor da Beira.

Segundo Limbau, o plano vai dar enfoque a culturas alimentares como milho, trigo, hortícolas, fruteiras, soja, arroz, bem como a pecuária e avicultura.

Ainda na sua intervenção, o governante destacou que este investimento resulta do potencial agro-ecológico do Corredor da Beira para a produção de alimentos, geração de divisas, criação de emprego e dinamização da economia rural.

“Nesta perspectiva, as recentes tendências de globalização e de integração dos mercados internacionais oferecem novas oportunidades para o desenvolvimento da agricultura comercial (agronegócio), sendo necessário que o sector produtivo esteja capacitado para adequadamente aproveitar as oportunidades emergentes”, disse o vice-Ministro.

Por seu turno, na sua intervenção, o presidente da AGRA, Namanga Ngongi, considerou o lançamento deste plano como um marco fundamental da implementação do memorando de entendimento rubricado pela sua organização com o Governo moçambicano no ano passado.

“Com um plano de investimento agora em mão, o passo a seguir será mobilizar recursos para a sua implementação e fazê-lo com um sentido de urgência, se Moçambique tiver que alcançar a segurança alimentar nos próximos quatro anos”, disse Ngongi.

O presidente da AGRA considerou que este é o momento ideal para aumentar a produção agrícola em África, tendo em conta o aumento dos preços de bens alimentares nos mercados globais.

O plano lançado foi elaborado pelo Governo moçambicano, através do Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI), com apoio da AGRA, num processo iniciado no ano passado com a assessoria da empresa de consultoria AgDevCo.

A iniciativa, para a qual se apela a integração de outros parceiros, incluindo o sector privado, está em consonância com o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário de Moçambique (PEDSA) e com o Plano global de Desenvolvimento do Corredor da Beira.

As principais abordagens do plano tem a ver com a pesquisa e desenvolvimento de sementes, melhoria dos solos, serviços de extensão, acesso aos mercados, comercialização, bem como a criação de um ambiente favorável para a melhoria de infra-estruturas importantes tanto para a produção como para a comercialização agrícola.

A AGRA, na pessoa do seu presidente, comprometeu-se em trabalhar em estreita colaboração com o Governo, investidores e sector privado, bem como outros intervenientes, incluindo os próprios agricultores, no sentido de apoiar o plano de investimentos.

Além do Corredor de Desenvolvimento da Beira, local onde se deve concentrar o investimento em agricultura, o PEDSA também aponta para os corredores de Pemba-Lichinga e Nacala, no Norte do país; do Vale do Zambeze, no Centro; de Limpopo, em Maputo, no Sul do país.

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