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Kiev e rebeldes preparam-se para trocar centenas de presos, segundo a Ucrânia

Kiev e os separatistas pró-Rússia vão trocar centenas de prisioneiros num futuro próximo, disse um assessor do chefe do serviço de segurança ucraniano, esta sexta-feira (26), ao mesmo tempo que os militares relataram um pequeno aumento dos ataques rebeldes.

O acordo para a troca de 125 militares ucranianos por 225 rebeldes deu-se depois das negociações de paz entre representantes de Ucrânia, Rússia, separatistas e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na quarta-feira.

“Preparamos 225 pessoas, que vamos entregar. A coisa mais importante é que isso não fracasse agora”, disse Markiyan Lubkyvsky, do serviço ucraniano. A revolta dos separatistas já deixou mais de 4.700 mortos e começou um mês depois de a Rússia anexar em março a Crimeia, depois da queda do presidente da Ucrânia, que tinha o apoio de Moscovo.

O actual governo pró-Ocidente da Ucrânia acusa a Rússia de apoiar a rebelião no leste do país, o que Moscou nega. A troca de prisioneiros é um dos temas de um protocolo de paz de 12 pontos, que também inclui um cessar-fogo acordado por Kiev e os rebeldes em setembro. No entanto, a maior parte do plano ainda não foi implementada devido às sucessivas violações da trégua e porque os separatistas se contrapuseram a Kiev e realizaram eleições.

A Interfax, agência de notícias ucraniana, divulgou a fala de um representante rebelde dizendo que os prisioneiros seriam trocados no dia 30 de dezembro. Lubkyvsky não confirmou a data, mas declarou que a troca ocorreria “logo”. Não se sabe exatamente quantos prisioneiros os dois lados têm, mas os militares ucranianos disseram neste mês que os rebeldes mantêm cerca de 600 soldados ucranianos presos.

Cerca de 1.300 pessoas foram mortas desde que o cessar-fogo foi acordado em Setembro, segundo as Nações Unidas, mas os combates diminuíram bastante em Dezembro. Nesta sexta-feira, entretanto, os militares afirmaram que os rebeldes intensificaram um pouco os seus ataques contra posições de Kiev no leste.

“Nos últimos dois dias, os rebeldes começaram a usar artilharia e lançadores de foguetes. Os ataques intensificaram-se um pouco”, disse Andriy Lysenko, porta-voz militar.

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