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Justiça angolana inicia julgamento de líder religioso acusado de homicídio no Huambo

O Tribunal Provincial do Huambo, no centro-sul de Angola, iniciou segunda-feira o julgamento de José Jolino Kalupeteca, líder da seita religiosa “Sétimo Dia a Luz do Mundo”, acusado de autoria moral dos acontecimentos que conduziram à morte, em Abril passado, de várias pessoas, incluindo fiéis e agentes da Polícia Nacional.

O primeiro dia do julgamento foi marcado pela leitura das acusações do Ministério Público contra Kalupeteca e 10 outros membros da seita religiosa como coautores materiais dos crimes cometidos naqueles acontecimentos de abril na aldeia de Kaluei, no município de Cunhinga (Bié), e do Monte do Sumé, no município da Caala (Huambo).

Os arguidos são acusados de crimes de homicídio qualificado, de desobediência à autoridade, de danos materiais, de resistências e de posse ilegal de arma de fogo. O Ministério Público refere que as responsabilidades de alguns arguidos são agravadas e de outros atenuadas pelas circunstâncias constantes do Código Penal vigente.

O juiz da causa, Afonso Pinto, ouviu em seguida a contestação das acusações por parte da defesa, tendo igualmente procedido à audiência de um dos réus.

No mesmo processo são arrolados vários declarantes dos incidentes do Sumé e de Kaluei, depois de o Ministério Público ouvir, na fase de investigação e instrução preparatória, 89 seguidores de Kalupeteca, detidos juntamente com o seu líder, e dos quais 79 foram postos em liberdade por não se ter provado o seu envolvimento nos crimes alegados no processo.

As acusações deduzidas pelo Ministério público, de acordo com o processo, assentam-se nas “provas documentais, provas materiais e fotos tábuas ilustrativas”.

No incidente do Monte do Sumé, teriam morrido, entre outras pessoas, nove agentes da Polícia Nacional quando tentavam executar um mandado de captura contra o líder religioso emitido pela Procuradoria Geral da República na província do Bié, também no centro-sul do país.

As vítimas foram identificadas como o comandante da corporação na Caála, superintende-chefe Evaristo Catumbela; o chefe das operações da Polícia de Intervenção Rápida na província, intendente Luhengue Joaquim José, e o instrutor da Polícia de Intervenção Rápida, sub-inspetor Abel do Carmo.

Constavam ainda entre os polícias mortos, o 1º sub-chefe João Nunes, os agentes Luís Sambo, Castro Hossi, Manuel Lopes e Afonso António, assim como o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna do município da Caála, António Afonso.

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