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Judeus celebram aniversário de 62 anos do Estado de Israel

Os israelenses foram acampar e divertir-se nas praias esta terça-feira, durante as comemorações do 62° aniversário da criação do Estado hebraico. Houve desfiles da força aérea e marítima, com a assistência dos principais líderes do país e festa na residência presidencial em Jerusalém, com a participação do presidente, do primeiro-ministro, do ministro da Defesa e chefe militar.

O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, afirmou a diplomatas que as pressões externas podem agravar a crise do Oriente Médio – um problema que vem sendo enfrentado com a administração americana, que força Israel a fazer concessões de forma a retomar as conversas de paz com os palestinos. “A paz não pode ser imposta, precisa ser construída”, afirmou o ministro.

Ele também declarou que o status de Jerusalém, uma das principais polêmicas nos esforços de paz entre Israel e Palestina, não é negociável. “Hoje eu estou diante de vocês em Jerusalém, como ministro das Relações Exteriores, e reafirmo o que foi dito pelo primeiro-ministro (Menachem): Jerusalém é nossa capital indivisível e eterna.”

As comemorações tiveram início no na noite de segunda-feira com o lançamento de fogos de artifício em homenagem à fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, que corresponde à data de 20 de abril no calendário cristão. O presidente americano, Barack Obama, afirmou em comunicado que seu país tem um vínculo “inquebrantável” com Israel. Ele afirmou estar ansioso por “continuar os esforços com Israel para atingir paz e segurança na região, incluindo uma solução que envolva dois estados” com os palestinos.

Paralelamente, milhares de árabes-israelenses lembraram a Nakba, ou “catástrofe”, que representa para eles a criação do Estado de Israel, quando 750.000 palestinos fugiram ou foram expulsos como resultado da guerra de 1948 entre árabes e judeus. Manifestantes – que carregavam bandeiras palestinas e cartazes com os nomes das cidades árabes destruídas – marcharam para o vilarejo de Mashah, desocupado em 1948, para exigir o “direito de retorno” aos exilados que deixaram a região após a criação do Estado de Israel.

Atualmente, mais de 4,7 milhões de refugiados registrados na ONU vivem em assentamentos nos territórios ocupados de Líbano, Jordânia e Síria, e o destino dessas pessoas é uma das questões mais delicadas em décadas de conflito no Oriente Médio.

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