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Japão prevê menor papel para energia nuclear, mas não saída

O Japão está a pender na direcção de uma política para reduzir pela metade a participação da energia nuclear no fornecimento de electricidade, em relação aos níveis pré-Fukushima, para cerca de 15 por cento até 2030, mas provavelmente irá parar de prometer a saída a longo prazo a que muitos eleitores são a favor, segundo especialistas.

Isso seria mais uma vitória para uma indústria nuclear que tem sido rejeitada desde o grande terremoto e tsunami que devastaram a usina atómica de Fukushima em Março de 2011, provocando colapsos no pior acidente de radiação do mundo em 25 anos.

Com discussões sobre a definição da política energética para o futuro que tem se estendido por meses, o governo já comprometeu-se a reduzir o papel da energia nuclear e, em princípio, a desmantelar os reactores depois de funcionarem por 40 anos.

Essa fórmula resultaria numa quota de participação de cerca de 15 por cento até 2030, se for seguida rigorosamente. “

É uma política de o governo definir o limite de funcionamento dos reactores nucleares em 40 anos”, disse o ministro encarregado da crise nuclear, Goshi Hosono, aos repórteres, Sexta-feira.

“Quinze por cento (em 2030) estaria em consonância com isso”, afirmou, segundo a agência de notícias Kyodo, depois de uma reunião com consultores técnicos para o governo na noite anterior.

A energia nuclear fornecia cerca de 30 por cento da demanda de electricidade do Japão antes do desastre de Fukushima, enquanto uma política energética de 2010, abandonada depois da crise, havia estabelecido uma meta de mais de 50 por cento para 2030.

Alguns especialistas e legisladores também querem definir uma meta para sair da energia nuclear até 2050, se não mais cedo, mas estão a encontrar forte resistência de quem quer dar algum tempo de vida para esta indústria.

“É altamente provável que o gabinete irá tomar uma decisão final para não fazê-la (a meta para 2050) clara”, disse o pesquisador do Instituto de Pesquisa Fujitsu e membro do painel de especialistas que assessoram políticas energéticas, Hiroshi Takahashi.

Um esboço de proposta de cinco opções de combinação de energia, com uma quota de energia nuclear a variar de zero a 35 por cento, foi apresentado na reunião do painel, Quinta-feira.

Mas o projecto retirou uma variação que teria definido uma meta de 15 por cento para a energia nuclear até 2030, e fazendo com que esta participação caísse para zero em 2050.

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