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Israel suspende negociações de paz com palestinos

Israel suspendeu, esta quinta-feira (24), as negociações de paz com os palestinos em resposta ao acordo de unificação entre o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o movimento islamita Hamas.

“O gabinete de segurança decidiu por unanimidade nessa noite que o governo de Israel não vai manter negociações com um governo palestino que seja apoiado pelo Hamas, uma organização terrorista que pede pela destruição de Israel”, disse um comunicado oficial emitido depois da reunião que durou seis horas.

Em resposta a um pedido para esclarecer se isso significa que as negociações estariam agora congeladas ou se seriam interrompidas somente depois de um governo unificado ser formado, uma autoridade israelita de alto-escalão afirmou: “Elas estão actualmente suspensas.”

O Hamas, listado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista, anunciou um pacto de unidade com a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), de Abbas, na quarta-feira.

O Hamas venceu a última eleição parlamentar realizada na palestina, em 2006, e em seguida tomou a Faixa de Gaza das mãos de forças leais a Abbas, apoiado pelo Ocidente, em 2007. O acordo prevê um governo de unidade dentro de cinco semanas e eleições nacionais seis meses depois.

A autoridade israelita pareceu deixar em aberto a possibilidade de que as negociações sejam renovadas caso um futuro governo palestino com a participação do Hamas aceitasse condições internacionais que o grupo islamita há muito tem rejeitado.

O comunicado, emitido pelo gabinete de Netanyahu, afirma que Israel responderia com medidas adicionais não especificadas ao que descreveu como “acções unilaterais” da Autoridade Palestina de Abbas, em uma possível referência a sanções econômicas israelenses.

Depois do acordo de unificação, alcançado depois de meses de tentativas infrutíferas de reconciliação, líderes israelitas disseram que Abbas não poderia ser o parceiro de Israel na busca pela paz se ele estabelecesse uma parceria com o Hamas.

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