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Irmão vende casa e exclui dois herdeiros em Maputo

Um jovem que responde pelo nome de Júnior Meque vendeu, de forma clandestina, por pouco mais de um milhão de meticais, uma casa que constitui parte da herança deixada pelo seu pai, excluindo do processo os seus dois irmãos. O caso sucedeu no Bairro do Alto Maé, na cidade de Maputo.

O facto foi revelado ao jornal Diário de Moçambique por Karina Meque, irmã de Júnior Meque e uma das herdeiras, a qual contou que o seu irmão aproveitou-se da ausência dela e doutro irmão para fechar o negócio.

“Estávamos em casa da nossa avó em Chibuto (Gaza) quando ele vendeu a casa e sem o nosso consentimento. Quando voltamos já estavam a viver outras pessoas. Agora vivo com minha prima e ela está a me mandar embora porque diz que como Júnior vendeu a residência, temos dinheiro”.

Paulo Meque, 17 anos, outro herdeiro, e Karina Meque, 19 anos, são irmãos da mesma mãe e pai, sendo os dois primeiros os mais novos, já que este último tem acima de 20 anos.

Contaram que reivindicaram parte do dinheiro junto dos familiares da mãe de júnior e que todos lhes disseram que não tinham direito de nada por razões que desconhecem, pois o pai em vida teria alegadamente deixado a casa em nome dos três filhos.

“Nosso irmão quando papá e mamã acabavam de falecer cuidava muito bem de nós. Até nos dava mesada. Mas agora teve a coragem de vender a casa e não dividir connosco o dinheiro. É triste”, contou.

O jornal Diário de Moçambique ouviu o chefe do quarteirão 9 daquele bairro, Júlio Maleleko, onde se localiza o imóvel em litígio, o qual confirmou a venda do apartamento. “Uma vez o irmão mais velho veio ter comigo dizendo que ia vender o imóvel e dividir o dinheiro com os seus irmãos. Ele não disse quais e eu não perguntei porque achei que estivesse a falar da Karina e do Paulo”.

Num contacto com o acusado o Diário de Moçambique soube que Karina e Paulo mentem quando dizem que são seus irmãos e que só foram registados com o mesmo apelido e apesar de não serem familiares viviam juntos, facto que é refutado pelo chefe do quarteirão 9 do Alto Maé, que diz conhecer bem a história daquela família e confirma que os três são verdadeiramente irmãos.

O DM procurou em vão contactar alguns membros da família dos três herdeiros no sentido de aprofundar o assunto, buscando mais elementos, mas o esforço redundou num fracasso.

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