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Iraque executa 26 pessoas por crimes de “terrorismo”

O Iraque enforcou 26 pessoas condenadas por delitos de “terrorismo”, informou o Ministério da Justiça, esta terça-feira (21), depois do que um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) classificou de “esteira de execuções”.

Todos os executados no domingo eram cidadãos iraquianos. Entre eles estava Adel al-Mashhadani, um líder da milícia “Sahwa” (Despertar) em Bagdad que ficou “famoso por crimes sectários”, disse o ministro da Justiça, Hassan al-Shimari, num comunicado no site do ministério.

As milícias Sahwa são compostas principalmente por homens tribais sunitas que ajudaram as tropas norte-americana a reverter uma insurgência da Al Qaeda no Iraque a partir de 2006. A violência no Iraque aumentou no ano passado para seus níveis mais altos desde o auge do derramamento de sangue sectário entre sunitas e xiitas em 2006 e 2007, quando dezenas de milhares de pessoas foram mortas.

O Iraque enforcou pelo menos 151 pessoas em 2013, acima das 129 em 2012 e 68 em 2011, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, de Nova York, no seu relatório anual publicado esta terça-feira. A chefe de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, tem frequentemente condenado as execuções em massa do Iraque.

“Essa contínua esteira de execuções pelo governo do Iraque é simplesmente deplorável”, disse o porta-voz de Navi, Rupert Colville, sobre os enforcamentos de domingo. “O sistema de justiça iraquiano ainda tem enormes deficiências, o que significa que mesmo um pequeno número de execuções corre risco de ser submetido a um erro grave e irremediável da justiça”, disse ele.

“Quando as pessoas são executadas às dúzias, isso significa que tais erros jurídicos estão praticamente a ocorrer.”

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