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Intolerável índice de corrupção na polícia de trânsito

O Ministro moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, considera intolerável o actual índice de corrupção que se regista no seio da polícia de transito e desafia os agentes deste a mudarem de atitude.

 

 

Falando na Beira, a capital da província central de Sofala, durante as cerimónias centrais da abertura da XXVIII Jornada Nacional de Trânsito, Mondlane sustentou que a instituição que dirige não está muito preocupada com as expulsões dos funcionários envolvidos em actos de corrupção porque não foram formados para isso.

“Apostamos nos próprios agentes para mudarem a sua atitude e nós acreditamos que as pessoas podem mudar, porque a situação é muito preocupante e não podemos tolerar coisas desse género”, disse Mondlane citado pelo matutino “Notícias”.

O ministro destacou que o trabalho do ministério é fazer com que os agentes façam o trabalho para o qual foram integrados na polícia, vincando que o esforço institucional esta mais virado para a chamada de atenção a essas pessoas, no sentido de ultrapassarem este mal.

“Queremos e vamos combater a corrupção no seio da Polícia de Trânsito e no Ministério do Interior em geral. Nós não estamos muito preocupados com as expulsões e isto tem que ficar claro. Não formamos pessoas para expulsá-las”, vincou o ministro.

No âmbito das comemorações do cinco de Novembro, Dia da Legalidade, a policia anunciou a detenção, no período que vai de Janeiro a esta parte, de trinta agentes, indiciados de envolvimento em actos de corrupção.

Na ocasião, o porta-voz do Comando Geral da Policia, Pedro Cossa, disse que alguns dos agentes em referência já foram julgados e condenados e outros continuam a aguardar o desfecho dos seus processos.

De entre as práticas ilegais de que os agentes policiais são acusados, segundo Cossa, constam extorsão, aluguer ou fornecimento de armas de fogo a malfeitores, associação/colaboração com grupos de criminosos, cobranças ilícitas, entre outras irregularidades.

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