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“Intersecções” cruza diferenças

Está patente, desde o passado mês Junho, no Consulado de Portugal em Maputo, a exposição “Intersecções 2”. Trata-se, como se pode depreender pela designação, da continuação da primeira mostra denominada “Intersecções” cujo prosseguimento esteve em dúvida.

O objectivo de juntar artistas de diferentes gerações e universos levou à “Intersecções 2”, uma mostra que reúne 13 artistas plásticos moçambicanos e portugueses. “Pensámos, por isso, que fazia sentido lançar uma segunda ronda de intersecções, alargando um pouco o universo dos artistas plásticos expondo e adicionando-lhe uma nota poética”, refere Graça Gonçalves Pereira, a Cônsul-Geral de Portugal em Maputo, a organizadora da exposição. Nesta edição, alargou-se o leque a mais dois artistas que têm uma linha contemporânea, nomeadamente Gemuce e Jorge Dias. E não só.

Outra novidade é a existência de um quadro colectivo, pincelado por todos artistas. Para Graça Pereira, “o mais importante é que, ao contrário das galerias onde as pessoas se deslocam propositadamente para ver arte, no consulado a arte vem ter com as pessoas. É importante ter arte em sítios onde as pessoas não se deslocam propositadamente para vê-la”. Na exposição Intersecções 2 é visível o encontro das mais variadas experiências artísticas que se cruzam numa só forma de expressão. Apenas as idades e os anos na longa “escola de arte” separam os artistas. Ou por outra, 50 anos separam o artista mais velho da artista mais nova na exposição. Na amostra é possível ver trabalhos de Geraldes e Malangatana, a mais nova artista Sónia Sultuane, passando por Roberto Chichorro, Gemuce, Sérgio Viega, Ídasse Tembe, Ciro, João Tinga, Dito, Sitoe, Jorge Dias e José Mazula.

Para os 13 artistas que participam da exposição, a Intersecção 2 reúne o diálogo dos artistas onde a mistura de pincéis espelha o sentimento dos mesmos, representando a evolução da arte em Moçambique. “Esperamos, assim, que esta segunda ronda de intersecções reforce o desiderato da primeira – agregando, reflectindo e partilhando uma rica e diversificada polifonia de cores, abordagens, estéticas e vivências”, diz a Cônsul. A exposição faz uma combinação do contemporâneo e com o tradicional. É um retrato da sociedade moçambicana, mostrando os anseios, preocupações, angústias e incertezas do seu povo.

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