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Instituições nacionais envolvidas nas pesquisas de vacina contra SIDA

Quatro instituições moçambicanas estão a colaborar nos programas de pesquisa de vacina contra o HIV/SIDA, revelou o Ministro da Saúde, Ivo Garrido.

Trata-se do Instituto Nacional de Saúde, Hospital Central de Maputo, Centro de Investigação em Saúde da Manhiça e a Universidade Católica de Moçambique. Falando quarta-feira, em Maputo, no 1º Fórum sobre as Iniciativas de Pesquisa da Vacina contra o HIV/SIDA em Moçambique, promovido pela Fundação Joaquim Chissano, Garrido afirmou que as quatro instituições desenvolvem a sua pesquisa como parte de consórcios internacionais que envolvem outros países africanos, europeus e americanos.

Na ocasião, o Ministro referiu que, adicionalmente, resultados de outras pesquisas laboratoriais, clínicas e epidemiológicas em curso no país estão a gerar informação relevante para o desenvolvimento de vacinas contra o HIV/ SIDA, num processo que conta com a realização de um estudo de microbicidas pelo Centro de Investigação em Saúde da Manhiça. Por outro lado, o Governo, através do Ministério da Saúde (MISAU), está a elaborar o Plano Nacional para Pesquisas e Ensaios Clínicos sobre Vacinas contra HIV em Moçambique. É um plano que irá servir de guia para a participação do país no desenvolvimento e testagem de vacinas contra HIV/SIDA, uma fase crucial na busca de qualquer que seja a vacina.

“O desenvolvimento de vacinas contra HIV/SIDA é um processo longo, árduo e de natureza multidisciplinar. Uma vez disponíveis, os candidatos vacinais devem ser testados em várias fases, partindo da pré-clínica até ensaios clínicos de eficácia em populações susceptíveis”, destacou o Ministro. Intervindo na cerimónia, o antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, afirmou que gostaria que um novo ímpeto e novas parcerias fossem estabelecidos entre entidades e instituições nacionais e internacionais, de modo a que o país tenha papel mais activo na pesquisa de uma vacina contra SIDA.

“Moçambique precisa de vários centros de pesquisa, capacitados para buscar soluções para os grandes problemas de saúde pública que o país enfrenta. Neste quadro, a pesquisa etnobotânica tem o potencial de trazer importantes contribuições na luta contra a doença. Por isso, ela deveria receber o necessário apoio”, frisou. O 1º fórum é uma parceria entre a Fundação Joaquim Chissano e a Iniciativa Internacional da Vacina contra Sida (IAVI) e contou com a presença de investigadores, cientistas, académicos e decisores nacionais e internacionais.

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