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Inicia produção de óleo e bagaço de girassol em Sofala

Iniciou a produção de óleo e bagaço de girassol no distrito de Matuchira, na província central de Sofala, depois que foi instalada a unidade extractora de grão desta planta herbácea, pela Prio Foods, uma firma portuguesa que opera naquela localidade.

Nesta zona, o girassol é cultivado numa área de três mil hectares nas províncias de Sofala e Manica, sendo Metuchira local onde foi instalada a unidade fabril, uma região bastante fértil e propicia para a produção de girassol.

A Prio Foods, anteriormente denominada por PRIO Agricultura, segundo o “Diário de Moçambique”, realizou esta semana o segundo dia de campo (o primeiro aconteceu no ano passado), uma iniciativa que visava dar a conhecer aos parceiros e entidades nacionais as actividades desenvolvidas pela firma nas suas concessões.

Durante a efectivação deste trabalho de campo, o administrador da empresa, António Martins, revelou que a Prio Foods está, neste momento, a extrair óleo cru e bagaço de girassol que já está a ser comercializado para algumas indústrias moçambicanas de refinação e embalagem de vários produtos com sede na província de Maputo.

Brevemente, segundo a fonte, a província de Sofala, em particular, irá utilizar o óleo de cru de girassol, havendo neste momento contactos entre a Prio Foods e algumas empresas da cidade da Beira para a utilização da referida matériaprima, o que poderá ocorrer já a partir do próximo mês de Junho. “Nessa altura, as indústrias da Beira começarão a fazer a refinação do óleo de girassol”, disse Martins.

Quanto ao bagaço de girassol, o interlocutor disse que este produto é dirigido à indústria nacional de rações. “Estamos numa fase avançada de conversações com criadores de gado bovino para o fornecimento deste produto”, explicou.

A unidade fabril, tem capacidade para produzir oito mil toneladas anualmente e está preparada para processar várias oleaginosas mas, no corrente ano, a unidade fabril produtora de óleo e bagaço de girassol não irá operar a cem por cento devido à falta de matéria-prima, problema que se espera que estará resolvido nos próximos dois anos com o incremento na área de fomento.

Espera-se ainda que, no presente ano, possam a ser colhidas duas mil toneladas de girassol. Para além de girassol, a Prio Foods está a desenvolver outros projectos, nomeadamente de produção de milho, numa área de 80 hectares, semente de batata (50 hectares) e soja (30 hectares).

As sementes de batata, segundo a fonte, serão distribuídas ao sector familiar. A Prio Foods emprega 159 colaboradores directos, número que chaga a atingir dez mil pessoas incluindo os fomentadores de girassol, milho e batata.

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