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Inflação vai voltar a subir em Moçambique

Inflação vai voltar a subir em Moçambique

Banco de MoçambiqueA inflação em Moçambique, medida pelo Índice de Preços no Consumidor apenas em três principais cidades, vai voltar a subir “podendo manter-se estável em torno de 6 por cento e 7 por cento no último trimestre de 2019”, prevê o Banco de Moçambique. A ver até quando o Governo consegue manter os preços da energia eléctrica e dos combustíveis líquidos.

Favorecida, em parte, pela estabilidade dos preços dos produtos administrados, com destaque para os combustíveis líquidos, último reajuste aconteceu em Agosto de 2018, e a energia eléctrica, cujo último agravamento em alta aconteceu em Agosto de 2017, a inflação em Moçambique tem estado numa trajectória decrescente contudo essa descida poderá ter alcançado o seu mínimo nos 3,78 por cento registados em Janeiro de 2019.

Depois da alta inflação registada entre 2017 e 2018, e antes dos moçambicanos terem conseguido recuperar o seu poder de compra, os preços pararam de subir mas não baixaram substancialmente, o Banco de Moçambique perspectiva “uma inflação baixa e previsível, podendo manter-se estável em torno de 6 por cento e 7 por cento no último trimestre de 2019”.

Para além dos vários “pressupostos (internos e externos)” elencados pelo banco central o empresário Florival Mucave previu, em entrevista ao @Verdade, que a Decisão Final de Investimento da Anadarko, que deverá acontecer nos próximos 2 meses, irá impulsionar a inflação no nosso país. “O Moçambique que conhecemos até 2019 a partir das Decisões Finais de Investimento da Anadarko e da ExxonMobil a inflação vai disparar”.

“A economia é muito pequena e será afectada pelos salários do petróleo. Os preços das casas vão voltar ao que eram há 5 anos, os produtos nos supermercados não vão ter nada a ver com o que são hoje” declarou Mucave salientando que essa inflação não será apenas em Cabo Delgado mas em todo o país e aí estaremos chegaremos a “chamada doença holandesa”, daqui a alguns anos. Só que de desta vez numa proporção muito maior a experimentada por Moçambique n o início da exploração do carvão mineral em Tete.

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