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Implicados do desfalque no MINED deverão ser julgados este ano

Os 21 implicados na fraude de mais de 30 milhões de meticais (o equivalente a 953.897 dólares americanos) no Ministério moçambicano da Educação (MINED) deverão ser julgados ainda este ano.

Actualmente, está-se na fase de concertação de detalhes para se assegurar o julgamento, já que se trata de um processo complexo e que é considerado como sendo um dos maiores desfalques financeiros ocorridos naquela instituição.

Das 21 pessoas acusadas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), cujo processo está nas mãos do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, nove estão detidas e as restantes respondem o processo em liberdade.

O GCCC solicitou ao juiz de instrução criminal para que não fosse concedida nenhuma liberdade condicional sob pagamento de caução aos principais suspeitos, nomeadamente os acusados que eram funcionários do MINED.

Os que beneficiaram de liberdade condicional foram os seis familiares e amigos dos promotores da fraude, uma vez que a sua participação no crime foi através da cedência das suas contas para as quais foi drenada parte dos fundos que deram corpo à fraude. Quanto aos restantes 12 implicados, o GCCC optou por deixá-los em liberdade, mas a responder no processo.

Entretanto, o GCCC continua a investigar outros implicados na fraude que na altura da sua descoberta não foram arrolados no processo. Assim, o processo autónomo comporta outros oito indivíduos foragidos constituídos arguidos num outro processo.

Os oito arguidos encontram-se em parte incerta, situação que ditou a separação de culpas. Uma vez identificados e detidos, estes deverão responder no processo autónomo. Um dos foragidos, considerado profundo conhecedor da fraude, é o antigo financeiro-pagador do MINED.

Assim que o caso foi despoletado o referido indivíduo, que tinha a responsabilidade de elaborar as folhas de salário e remetê-las ao banco para efeito de pagamento, terá desaparecido da circulação sem deixar rasto.

Ele e mais outros processavam a seu favor valores superiores ao devido ou ainda ordenavam o pagamento de valores a título de salário a favor de várias contas bancárias por eles tituladas.

 

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