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Imigrantes ilegais neutralizados em Báruè

Trinta e quatro estrangeiros, de nacionalidades somali e etíope, foram, semana passada, neutralizados no distrito de Báruè, província central de Manica.

Fonte da Polícia da República de Moçambique (PRM) na região revelou que os referidos cidadãos, que se encontram sob custódia policial em Chimoio, a capital da província de Manica, viajavam em direcção à província de Tete, também na zona centro do país.

A neutralização dos ilegais, dos quais 20 são etíopes e 14 somalis, segundo o porta-voz da Policia em Manica, Belmiro Matadiwa, ocorreu quando a viatura em que seguiam caiu nas mãos das autoridades policiais em Catandica, distrito de Báruè.

Na sequência do caso, segundo escreve o matutino Noticias citando Matadiwa, o condutor do mini-“bus”, um professor que é igualmente proprietário da viatura, pôs-se em fuga e encontra-se até este momento em local incerto.

Presume-se que o referido professor tenha recebido avultadas somas em dinheiro para servir de ponte de trânsito dos imigrantes no interior do território nacional e dentro dos países de destino.

A Polícia está no encalço do referido docente, a quem acusa de cumplicidade na imigração ilegal no país, um fenómeno que disse estar a preocupar sobremaneira a sociedade e as autoridades moçambicanas.

Matadiwa referiu que os estrangeiros disseram que provinham do centro de acomodação dos refugiados de Marratane, na província nortenha de Nampula, e decidiram abandonar aquele centro para seguirem viagem para o Zimbabwe de onde seguiriam para à África do Sul.

“Estão em curso mecanismos visando o seu repatriamento aos países de origem. Neste momento os visados aguardam pelo repatriamento na Penitenciária Agrícola de Chimoio, vulgo Cabeça do Velho”, disse Matadiwa.

Este é o segundo grupo em menos de dois meses a cair nas mãos das autoridades policiais, em trânsito, alegadamente para Tete.

Há dias, um total de 24 imigrantes foi neutralizado depois de se envolver num acidente de viação que vitimou mortalmente sete pessoas e feriu com gravidade outras 12, nas proximidades da vila de Guro.

A província de Manica virou região privilegiada para o trânsito e fixação de residências de milhares de imigrantes ilegais provenientes do norte de África.

Os distritos de Macossa, Báruè e Guro são considerados corredor dos imigrantes que, regra geral, se dirigem à província de Tete, de onde se presume que sigam viagem ao Zimbabwe e África do Sul.

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