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Imigração ilegal: naufrágio mata 50 somalis

Uma embarcação transportando 129 imigrantes ilegais, da Somália para Moçambique, naufragou, semana passada, no distrito de Palma, província nortenha de Cabo Delgado, matando 51 passageiros que seguiam a bordo, incluindo o capitão.

Falando, Terça-feira, em Maputo, durante o habitual briefing semanal com a imprensa, o porta-voz do Comando Geral da Polícia Moçambicana (PRM), Pedro Cossa, disse que a embarcação em causa é de nacionalidade tanzaniana e chegou ao país através da Ilha de Suhavo, no distrito de Palma.

“Em cons equênc i a desse naufrágio, morreram 51 pessoas, dentre os quais 50 somalis e o capitão do barco”, disse Cossa, acrescentando que os restantes passageiros sobreviveram ao sinistro.

Entre os passageiros, 89 são de nacionalidade somali e os restantes etíopes. Segundo Cossa, os sobreviventes foram encaminhados para o Centro de Refugiados de Maratane, localizado na província nortenha de Nampula.

Nos últimos meses , Moçambique tornou-se um destino ou ponto de trânsito preferido por imigrantes ilegais, na sua maioria somalis e etíopes que fogem das crises nos seus países de origem.

As províncias de Cabo Delgado e Nampula têm sido os principais pontos de entrada, sobretudo a partir das suas fronteiras marítimas.

Ainda na semana passada, as autoridades repatriaram, para o seu ponto de origem, um total de 123 imigrantes ilegais que haviam entrado no país através de uma embarcação que atracara na Ilha de Suhavo proveniente de Mtwara, na vizinha Tanzânia.

Segundo Pedro Cossa, a embarcação que transportava este grupo de 123 imigrantes pertence a moçambicanos. Informações das autoridades moçambicanas indicam que, nos últimos dias, mais de seis mil cidadãos somalis e etíopes fugiram do Centro de Refugiados de Maratane, em Nampula, onde se encontravam alojados.

Só no período de 5 a 11 de Fevereiro, a PRM reencaminhou um total de 210 estrangeiros para o Centro de Maratane, dos quais 123 somalis e 87 etíopes.

Contudo, as autoridades desconhecem o paradeiro da maioria dos imigrantes que fogem daquele centro mas, certamente, alguns são os que foram detidos nos diversos pontos do país, incluindo na cidade de Maputo, quando tentavam seguir para a vizinha Africa do Sul por via terrestre.

No início do corrente mês, as autoridades sul-africanas deportaram mais de 400 imigrantes para Moçambique, entre os quais paquistaneses, indianos, bengalis e chineses, que entraram ilegalmente na Africa do Sul, com documentos emitidos em Moçambique.

Este grupo foi repatriado através da fronteira de Ressano Garcia, distrito de Moamba, província de Maputo, transportado em quatro autocarros, tanto moçambicanos como sul-africanos.

Os referidos imigrantes encontram-se actualmente alojados num centro de trânsito improvisado na Escola da Autoridade Tributária de Moçambique em Boane, província de Maputo, enquanto aguardam pelo seu repatriamento para os respectivos países de origem.

Enquanto isso, estes imigrantes são acusados de várias infracções. Outro caso reportado naquele centro é o de um grupo de sete imigrantes bengalis que tentaram subornar agentes da PRM para poderem sair daquele centro.

Eles tentaram pagar dois mil dólares, 25.420 rands e 37.720 meticais (cerca de 1.200 dólares americanos) a agentes da corporação. Na quarta-feira, a Polícia deteve três jovens bengalis que se haviam escapulido daquele centro.

Os indivíduos, de 22, 24 e 25 anos de idade respectivamente, foram reconduzidos ao centro de onde haviam fugido. Também foi detido um jovem moçambicano identificado com o nome de Henriques Manhiça, 28 anos, por crime de falsa identidade.

“Ele apresentou-se como sendo agente da Polícia e usando essa qualidade tentou introduzir-se no interior daquele centro e estabelecer contacto com os imigrantes e pessoas que se encontram fora do centro”, disse Pedro Cossa. Manhiça é motorista da empresa pública Transportes Públicos de Maputo.

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