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Idosa clama por apoio social

Uma idosa que aparenta 90 anos de idade, identificada pelo nome de Muaphenta Salimo, queixa-se de falta de apoio social por parte dos seus familiares, sobretudo assistência alimentar. Residente do bairro de Saua-Saua, distrito de Mossuril, província de Nampula, ela diz que vive ao deus-dará.

Muaphenta Salimo disse que durante a sua mocidade não teve a oportunidade de conceber, mas a almejada vontade foi concretizada depois de atingir 30 anos de idade, tendo gerado apenas dois filhos, de ambos os sexos. Segundo apurou a nossa equipa de reportagem, o primeiro filho daquela idosa perdeu a vida ainda este ano vítima da SIDA.

Aquela idosa considera-se uma pessoa sofredora, uma vez que a sua situação económica não é das melhores. Muaphenta passa por necessidades relacionadas com a escassez de comida, devido à sua condição financeira.

Apesar de ser uma pessoa carenciada, a idosa decidiu acolher uma criança dos seus quatro anos idade que foi abandonada pelos seus progenitores. Sobre este caso, soubemos que a mãe da pequena abandonou a menor, alegando que o seu pai se recusou a reconhecer a miúda como sua filha.

Muaphenta afirma que embora ela seja incapaz de cuidar da criança no sentido de lhe garantir alimentação devido à falta de apoio por parte dos seus familiares, a sua atitude constitui uma questão humanitária.

Segundo relatos da nossa interlocutora, nenhum dos seus familiares tem resolvido as suas preocupações, porque há tempos havia sido acusada de feitiçaria.

Na casa em que vive, constatámos que esta não oferece condições habitacionais, porque o tecto se encontra totalmente danificado e quando chove o cenário tem sido muito triste.

A parede da mencionada habitação está degradada e, eventualmente, poderá desmoronar, com o risco de criar danos humanos.

Fundo distrital de apoio aos idosos

Em relação ao fundo distrital de apoio social, a nossa entrevistada afirmou que o processo foi interrompido há três meses por motivos ainda não esclarecidos pelos responsáveis do sector da Saúde, Mulher e da Acção Social a nível do distrito de Mossuril.

Muaphenta Salimo lamentou o facto de ter sido interrompido o referido processo de apoio através da distribuição de fundos de apoio social destinados aos idosos. Embora reconheça serem poucos, explicou que os valores recebidos serviam para a compra de comida.

Disse, ainda, que há uma semana que os responsáveis do sector de apoio social se reuniram com os beneficiários directos no sentido de tentar explicar as reais causas que ditaram a paralisação das actividades. No encontro, segundo os participantes, não foi dado a conhecer nenhum parecer sobre o ponto da situação.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte disse que se encontra excluída de todas as oportunidades relacionadas com o apoio aos líderes comunitários locais.

“Eu já exerci o cargo de secretária distrital da Organização Moçambicana das Mulheres (OMM), mas hoje sou esquecida e alguns dirigentes do bairro de Niwiripe são de má-fé, pois chegaram ao ponto de pode rasgar e deitar fora os meus documentos através dos quais me identificava e certificavam o meu percurso como militante da Frelimo”, disse a nossa interlocutora acrescentando que quando desempenhava as funções de secretária da OMM, foi a primeira pessoa que içou a bandeira nacional quando o país alcançou a independência nacional.

Idosa feliz pelo apoio prestado pelos familiares

A nossa reportagem abordou, igualmente, uma idosa identificada pelo nome de Kansuela Momade que, apesar de estar a viver sozinha, mostrou-se satisfeita pelo apoio social prestado pelos seus familiares.

Ela não tem nenhum filho e a referida assistência tem sido prestada por sobrinhos, primos e irmãos. A ajuda não é suficiente para satisfazer as suas necessidades diárias, mas agradece pelo facto de estar a beneficiar da atenção dos seus parentes.

Para não ficar dependente dos seus familiares, a idosa possui um espaço de cultivo onde produz mandioca, amendoim e pequenas quantidades de milho. Neste momento, aquela anciã conta com uma residência construída com material não convencional, mas ela afirma que está satisfeita com o gesto dos familiares, visto que existem idosos que continuam a ser maltratados e rejeitados pela família.

Em relação aos últimos acontecimentos que se relacionam com actos de agressão e violência contra a pessoa idosa, este caso é um exemplo a seguir em prol do bem-estar da sociedade moçambicana.

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